O que eu não quero...



Voltando ao assunto pertinente do momento: Ano novo. Peço licença, mais uma vez, para fazer a seguinte indagação: O que você quer no ano novo? Todos nós fazemos os mesmos planos do ano passado e corremos atrás muito pouco ou nada do que pretendíamos.

Mas essa indagação fez-me refletir sobre outra: O que eu não quero em 2010. É isso mesmo! Ao invés de fazer a minha famosa listinha de tudo o que quero (e mais um pouco), farei uma lista do que eu não quero. Parece loucura, mas seria algo que todos nós deveríamos pensar.

A primeira coisa de que não quero para 2010 é que venham apertar a minha mão com um sorriso no rosto e, por trás, mal dizer a minha pessoa e os que me rodeiam. Não quero mais aqueles parasitas no Congresso. Não quero mais enchentes, deslizamentos e crianças chorando. Não quero mais assaltos, violência, gente morrendo por reagir a um assalto. Não quero mais Copa do Mundo em ano de eleição para Presidente (já pararam para pensar que as eleições para presidente são sempre em ano de Copa do Mundo?). Não quero mais “Obamas” ganhando prêmio Nobel da Paz sem ao menos ter feito algo para merecer. Não quero mais hipocrisia, jovens regredindo e fingindo que nada está acontecendo.

Não quero mais viver nessa crise que o meu país está (e sempre esteve). Não quero mais comemorar um salário mínimo de R$500,00 e engolir um salário de Deputado Federal de R$12.700,00 (fora as “gorjetas”) e ver que, de lá, eles só mandam as bombas.

Não quero mais ver gente humilde chorando na televisão e isso ser recorrente em todos os anos. Não quero mais mensalão, corrupção, roubalheira e "panetones". Não quero mais aquecimento global e reuniões sem nada a acrescentar (como disse Bruno Mazzeo, humorista, a primeira coisa que o Lula fez ao chegar a Kopenhagen foi pedir uma “Nhá Benta”- sim essa reunião lá em Kopenhagen só serviu para piadas como esta acontecerem). Eu não quero falso moralismo e nenhuma vergonha na cara, etc... etc... etc...

Paro por aqui por que acabei de descobrir que a minha lista de “Não quero” é bem maior do que eu pensava e tanto eu quanto vocês dormiríamos aqui de tanto ler...

Acordando e voltando para o Planeta Terra e encarando a dura realidade, desejo a vocês um Ano Novo menos indiferente, mais coerente, mais real, mais consciente. Muitas alegrias, muitos amigos novos (e antigos), muita Paz (mas lembrem-se: quem quer paz tem que plantá-la, não adianta sair falando “quero paz” e xingar no trânsito ou xingar quem pisou no seu calo pelas ruas da vida), muito Amor (amor de verdade, não os descartáveis) e, claro, muita força e paciência para agüentar e entender as adversidades da vida e os problemas do cotidiano (que não sumirão no dia 31).

Obrigada a todos que separaram um tempo para ler o meu blog e ainda se dispuseram a comentar e mandar emails. Muito obrigada!

Nos veremos por aqui em 2010. Espero ter muitas coisas boas para contar e para ler de vocês.

Com Carinho

Juliana

A inveja mata...



Sim, essa frase antiga e famosa é tão atual quanto na época em que foi citada ou criada, sei lá. Sei que essa frase é antiga até porque desde que me entendo por gente eu a ouço e acredito que o autor ou autora deve ter tido um bom motivo para criá-la.

A inveja mata. Mata quem a sente e quem é perseguido por ela. Claro que ela não mata instantaneamente, mata aos poucos. O invejado é o alvo intenso do olhar assíduo do invejoso. Este, por sua vez, coloca defeitos em todos os atos da sua vítima, porém o copia diariamente. O invejoso é o rascunho do invejado. O invejado cria, faz por onde e o invejoso rascunha e faz uma cópia barata. Tão barata que o próprio vai se atormentando por não ser igual a quem tanto critica.

É triste, quase melancólico, perceber que por mais que você seja admirado pela maioria das pessoas, vem sempre um recalcado para acabar com a sua festa. E, muitas vezes, consegue. Consegue porque, infelizmente, o que conta no mundo de hoje é “a falação da vida alheia”. Ninguém procura saber se é verdade ou não. Quer saber se tem a grande fofoca, a grande cartada. Então, o recalcado, ou melhor dizendo, o invejoso, cria suas mais espetaculosas mentiras a respeito do seu alvo. E vai fundo. Tão fundo que em pouco tempo, denigre a imagem da pessoa de quem tanto queria ser igual.

E o pobre coitado do invejado tem dupla jornada pela frente: Concertar o que foi destruído por seus ardorosos “fãs” e ainda limpar toda a sua obra original de fábrica em nome da verdade e da vida.

Para finalizar minhas divagações sobre a inveja, compartilho uma frase que eu li em uma reportagem sobre o tema:

“[...]Segundo os especialistas, as pessoas invejosas sentem mais prazer com a desgraça alheia.” (Ed. Abril)

Preciso dizer mais?

ANJO



Te ver dormindo é como ir ao paraíso e voltar várias vezes seguidas e nunca enjoar (mas como enjoar do paraíso?). Te olhar respirando profundamente coberta e cansada após um dia inteiro de felicidade e broncas (tudo o que posso e quero te proporcionar diariamente) é a prova de que o amor e Deus existem.

Seu sono tranqüilo me torna feliz, deixa-me em paz. Te ver dormindo sob meus olhos maternos me faz refletir que a felicidade (real e plena) está tão próxima e tão palpável.

A vontade que tenho é proteger-te. De todo o mal. De toda a fúria. De toda a decepção. De toda tristeza. Colocar-te em uma redoma de vidro. Para que assim, protegida fiques e em paz eu possa ver-te como um anjo a iluminar minha vida eternamente.

Eu sei. Eu sei meu anjo eterno de que você um dia criará asas e voará. Irá ter sua opinião e suas vontades. Seus amigos e sua realidade. Não serei mais o centro da sua atenção. Serei uma mera espectadora da sua vida adolescente. Da sua vida juvenil. Da sua vida adulta.

E em cada fase que passarás estarei aqui. Pronta a te esperar, a te enxugar as lágrimas (de tristeza ou de alegria), a ficar ao teu lado, mesmo que calada, segurando sua mão, se isso lhe confortar.

A minha promessa procurarei cumprir: A de que seremos amigas para sempre. Amigas em todas as horas. Amigas nas horas certas e incertas.

Você é o meu anjo da guarda. Eterno. Iluminado. Realizado. Esperado por toda a minha vida.

Se eu pudesse te daria o mundo. Mas sei que o melhor que posso fazer é dar-te o mundo que há em mim, em doses diárias, até o infinito...

Com amor

Mamãe.

Natal



Esse ano eu senti realmente o que é comemorar um natal em família. Isso não significa que não havia sentido antes, mas este ano foi especial.

Ter pessoas importantes e queridas nesta noite é raro hoje em dia. A vida nos afasta, o tempo passa tão rápido que não sobra tempo de dizer um “bom dia” ou um “eu te amo”. E algumas datas como o natal, aniversários, páscoa , etc... são dias que temos o dever de PARAR para dizer que “amamos”, caso contrário, quando o faremos?

Estou feliz!

Passei ao lado de pessoas especiais, animadas, amorosas e do BEM. E tem coisa melhor do que estar ao lado de pessoas do bem? Troca de presentes, crianças felizes, abraços, beijos, fotos e AMOR. Algo que vem de dentro...

E o que é permitido vir de dentro, mesmo que seja um sorriso, vale mais do que qualquer luxo material.

A todos que me ajudam, que me animam, que me amam de verdade, que me iluminam e que lutam por mim e pela minha felicidade: Obrigada, amo vocês!

Com Amor

Juliana

Velho



Em meio às loucuras de fim de ano, eis me aqui no consultório do Cardiologista. Em meio à “galera” da terceira idade.

Confesso que não é nada confortante. Nada contra os velhinhos, mas é triste quando você percebe que a maioria deles está sozinha (não abandonados). Abandonados estariam se não tivessem dinheiro para pagar um consultório particular ou estivessem em um asilo (o que não é o caso).

Pois bem, olho em volta e percebo olhos tristes, de quem já viveu bastante para contar muitas histórias (espero chegar até lá também) e em decorrência disto vos escrevo este “post” no calor da emoção na minha agenda (minha letra já foi melhor).

Um deles cismou com a minha filha (que me acompanha) e ela, que adora jogar conversa fora, se abre em gargalhadas e eles conversam como se tivessem a mesma idade.

Essas imagens ao meu redor me fazem pensar de que não quero ser uma velha sozinha. Não quero ser uma velha carente, doente ou amargurada.

Sei dos laços que ando fazendo ao decorrer da minha vida e espero, sinceramente, que, ao menos, dez por cento destes atendam ao telefone quando eu ligar.

Já ouvi dizer por aí que atrás de todo velho sozinho tem um “jovem FDP” do passado, ou seja, se está sozinho hoje é porque no decorrer da vida só fez o mal para os que o cercava. Mas é óbvio de que toda regra há exceção e nessa regra tem muita.

Nem todo velho ou jovem, que seja, é merecedor da sua solidão.

Todos nós seres humanos merecemos ter uma vida boa (ótima, se possível). Cheia de energias positivas, gente boa em volta e alguém, claro, para nos acompanhar ao cardiologista quando for preciso...

Uma bandinha, xixi e a decadência de uma geração...


A pessoa da foto acima, com toda certeza, não deve entender o que a estampa da blusa significa (decadência jovem?).




Esses dias navegando pela internet, me deparo com um vídeo de uma banda chamada Strike onde um dos integrantes faz uma aposta com os outros do grupo de que iria urinar no copo e dar para uma fã da banda beber. Isso mesmo! Essa cena grotesca foi ao ar, e pasmem, por uma emissora respeitada como o Multishow (o programa chama-se Rock estrada).


Se quiserem cliquem no link abaixo do vídeo e tirem suas próprias conclusões.


A minha conclusão já foi tomada. E a minha humilde opinião será exposta aqui. Se isso vai ajudar algo ou alguém, não sei. Mas é inadmissível que alguém em sã consciência irá achar isto normal. Não, não é normal que alguém que está na mídia e está sendo a voz do seu séquito ache natural e engraçado fazer xixi e misturar com bebida para uma fã (sim, uma fã que compra seus Cds e ouve suas “musiquinhas” de quinta e acha lindo) beber.

É a degradação de uma geração que acha que sabe o que faz. Uma geração que não sabe mais o que é certo e o que é errado. A fã (ou trouxa) mostrou para o Brasil inteiro que não tem amor próprio e não tem nada na cabeça. Afinal, o que se espera de alguém que vai ao show de uma “Banda” dessas e ainda ache a música legal?

Se era urina ou se não era, não é a questão. A questão é: O que o Multishow e o que o Strike vão dizer agora? Provavelmente nada, até porque foi uma “brincadeira”, apenas.

Agora gostaria muito de saber se ele daria essa “bebidinha” gostosa para a mãe dele ou para a irmã (se ele tiver) ou então para a mulher ou namorada?

Esse vídeo só me fez entender de que os fãs do Strike merecem beber urina. Pelo menos foi o que o talzinho demonstrou. Ele está pouco se lixando se isso vai dar em algo, até porque eu andei pesquisando sobre o tipo de fãs que eles possuem e, sinceramente, achar isso tudo um barato é o que andei ouvindo por aí.

Que geração!!!!! Tenho medo do meu país no futuro. Tenho medo em que mundo minha filha irá viver. Graças a Deus eu não nasci nessa geração. Tenho orgulho de ser “velha” por não admirar essas coisas.

Sou da geração de Cazuza, Renato Russo, Barão Vermelho, Titãs, Capital Inicial (só para citar as bandas brasileiras)

Acordem!!! Enquanto é tempo. Ser considerada a geração da “urina” não vai ser legal. Ou vocês vão ter orgulho de falar para os filhos de vocês de que Pô cara, Strike foi uma das melhores bandas dos últimos tempos... a gente bebia até a urina deles de tão ‘bão’ que era boladãooo”.

Mais uma vez: ACORDEM!

O meu lugar




Meu lugar ao sol eu quero conquistar. Diariamente seguindo sempre em frente. Acordar e agradecer por cada dia de chuva ou de sol.

E antes que me perguntem se o meu sol ainda não chegou. Chegou sim. Já tenho meu lugar. Porém quanto mais puder me aquecer de seus raios o farei. A minha vida é boa. É feliz. É cheia do eterno querer. E desassossegadamente quero mais. E esse mais não pode ser confundido como ambição. Deve ser associado com o amor à vida que tenho.

E nesses anos. Nesses tantos anos de vida que tenho, olho para trás e vejo o quanto errei e acertei. Cada erro: demonstra o quanto sou humana. Cada acerto: o quanto sou humana e feliz.

E infinitamente estarei aqui à minha eterna arte de recriar o meu viver. No espaço conquistado com o suor do meu rosto e com a ajuda dos que me amam.

Vida amarga?



Por que somos tão amargos? Por que sempre, na grande maioria das vezes, estragamos tudo? Queremos sempre ser melhores. Queremos sempre ser piores (quando nos convém). Agimos sem pensar. E quando nos damos conta, a nossa vida que era doce se amargou.

Amargou-se pelo nosso próprio veneno, pelas nossas próprias burrices. E por conta disso jogamos nossas desilusões em cima dos que estão próximos. Chega, né? Vamos acordar?

Cada um tem a vida que merece. Cada um tem o gosto que quer. Se um dia já foi doce e agora se vira para o amargo como um veneninho diário que vai nos matando aos poucos... O que fazer? A culpa é de quem? (Leia-se de passagem que, quando falo que “cada um tem a vida que merece” é uma frase para aquelas pessoas que tiveram todas as oportunidades na vida e ainda resolveram não progredir, resolveram estacionar e depois ficam reclamando da sua sorte).

Acredito que todos nós temos uma segunda chance, até uma décima chance se deixar. Então por que se encurralar nas suas amarguras? Por que não procurar o doce da vida? Ir atrás mesmo, “pagar mico”, brigar pelos objetivos, correr atrás do que se quer.

Ninguém vai fazer isso por você. Ninguém. Seus pais podem ter o dinheiro que for, mas o sucesso da sua vida só depende de você. Claro que vai ter sempre aquele “espírito de porco” que vai dizer: “não preciso trabalhar, meu pai tem dinheiro.” Tudo bem, quando sua vida estiver vazia e você cheio de recalque: Não reclama. Combinado?

Por que estou dizendo isso? Porque estou cruzando com pessoas que preferem reclamar da vida que “construíram” ao invés de reconhecerem seus erros e assim, mudar enquanto é tempo. Tempo, sempre temos. Todo mundo sabe que um dia vai morrer. Só não sabemos quando. Portanto, enquanto é tempo, construa sua vida. Pelos seus filhos, se os tiver ou pelos filhos que ainda pretendem ter.

Vamos mudar?



Estamos em contagem regressiva para o novo ano. Fazemos planos, olhamos para trás e vemos o que deu certo e o que não deu. Esse ano foi pesado demais, não? Não falo de uma visão individual, mas por um lado coletivo. No Brasil e no mundo coisas não tão boas aconteceram. Guerras, assassinatos, fúria da natureza, a miséria sempre aparecendo na televisão -e na minha cidade- mensalão, enchentes e crianças no meio disso tudo.

Ainda bem que o ano foi devidamente criado com 12 meses. Que bom. Acredito que não agüentaria nem mais um mês desse ano. É claro que em janeiro continuam os mesmos problemas, mas é o primeiro mês do ano que vem e essa virada do dia 31 parece que descarrega todo o peso das costas de um ano pesado demais e nos dá mais forças para continuar.

Continuar é preciso galera. Assim como viver também o é. Não adianta ficar reclamando de que tudo está uma canseira só. Precisamos encontrar ânimo e força entre todas essas loucuras da humanidade – do qual fazemos parte – e olhar para frente, traçar a meta, reta, seta e seguir. Se tiver que fazer uma curva: faça! Porém saiba para onde ir. Evite ficar divagando pela vida como um barco à deriva sem rumo e sem propósito.

Acredito que um dos maiores males da humanidade do século 21 é a indiferença. Indiferença na escola, na rua, em casa, com a própria vida. Conseguimos ser indiferentes com os nossos próprios sonhos. Com o nosso trabalho, com os filhos, família. Ninguém se choca com nada. Se fulano morreu, matou, está com fome, está desviando dinheiro, se a água é um elemento natural que não é renovável (e daí? Pensam os indiferentes, eu nem estarei mais vivo quando isso acontecer). E o aquecimento global? O lixo na rua? E a evasão escolar? E os jovens que, na sua grande maioria, não pensam que daqui, mais ou menos, uns dez anos eles precisarão de um emprego, estarão casados – ou não. Por que eles não enxergam que HOJE é o dia para mudar o futuro deles?

Esse texto começou com uma reflexão sobre fim de ano e terminou cheio de perguntas. Mas fica a dica de uma pessoa que não consegue ser indiferente a tudo que vê por aí.

Vamos mudar? Começando pela gente, depois pelos mais próximos e por aí vai. Tipo um efeito dominó. Sonhadora sim. Louca sempre. Acredito muito que um dia, quem sabe no final do ano que vem, eu esteja festejando algum avanço do homem – não somente tecnológico – por esse mundo afora.

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO MENOS INDIFERENTE

Com carinho, amor e esperança

Ju

A política da boa vizinhança



É sempre assim, fazemos a política da boa vizinhança ao longo da nossa vida e, conseqüentemente, nos escondemos atrás dos nossos "achismos" cotidianos.

A vida é mais que um sorriso diário quando, na verdade, choramos por dentro. Sempre, na grande maioria das vezes, percebo quando alguém está tentando ser o que não é ou está tentando demonstrar o que, de fato, não está sentindo. E para esses episódios eu sempre coloco o nome de “política da boa vizinhança” que claro, em alguns casos, é muito válida sim.

Exemplificando, se você está sofrendo por algo, se alguém te magoou, se está sofrendo por amor: Sorria sim. Faça sua política da boa vizinhança porque o que irá marcar nos outros que te feriram ou aos que te amam é o seu sorriso. O sorriso inesperado para alguns e muito esperado para outros.

Mas o que me incomoda de verdade são as pessoas que tentam ser o que não são. Fingir que admiram alguém, fingir que amam alguém, fingir amizade, choro, ódio, indiferença, quando na verdade o sentimento é o contrário. Quando percebemos não sabemos mais quem é quem. Quem fala a verdade, quem é seu amigo ou até, inimigo. Isso me incomoda. Muito.

Achar que alguém é aquilo que você vê é angustiante. Queremos ter certeza. Queremos transparência. Sinceridade. Chega da política da boa vizinhança em querer agradar a todos e não emitir opiniões válidas de fato. Você quer ser lembrado pela sua personalidade ou pela sua falsa bondade?

Vamos sorrir de verdade. Vamos chorar de verdade. Vamos ser amigos de verdade. Vamos ser mulheres de verdade. Homens de verdade. Filhos de verdade. Amigos de verdade. Profissionais de verdade. Gente de verdade.

E para vocês, amigos (tenho bastante) ou inimigos (se é que eu tenho) deixo meu sorriso de felicidade. E de verdade.

Viva e deixe viver...


Viva e deixe viver é uma frase que gosto muito e está incluída na música do Paul McCartney “Live and let die”(viva e deixe morrer)- Na música ele diz que quando as coisas estão difíceis a gente tem que dizer : viva e deixe morrer. Porque quando éramos jovens nós costumávamos dizer: viva e deixe viver e não adiantava muito (algo assim) - É claro que eu adaptei ao meu ponto de vista e concordo com a segunda opção: Viva e deixe viver.

Viver e deixar viver, ao meu ver, são prioridades para quem deseja viver bem. E viver bem é o que todos nós queremos. É inadmissível que alguém em sã consciência ache que viver bem signifique viver a sua vida e ainda viver a vida de terceiros. A própria frase já diz : viva a sua vida e deixe o restante viver a dela.

Deixa fulano pintar o cabelo de verde, deixa fulana trabalhar no que ela quer, casar com quem quiser, namorar quem quiser, etc. Todos nós fizemos as nossas escolhas (até as erradas) então, vamos combinar que cada um tem o direito de acertar e errar pelas suas próprias idéias. É claro que você não vai deixar fulano se matar, virar bandido e tal (se puder evitar, evite) (se é que é possível), mas as escolhas de vida quem faz é cada um. Cada um sabe onde o “calo aperta”.

Isso se chama tolerância. Tolerar o diferente, tolerar o que você ache fora do seu padrão. Já parou para pensar que o seu jeito, sua roupa, suas idéias também podem ser consideradas diferentes para outros? Ou só você é o certo e o resto é que tem que se adequar aos seus padrões?

Tolerar não é aceitar, engolir, se adequar ao que te incomoda. Tolerar é simplesmente entender(digo entender, não aceitar). Entender que ninguém tem que ser igual a você. Ninguém tem que viver de acordo com as suas regras.

Portanto Viva e deixe viver quem estiver ao seu redor. Concentre-se na sua vida. Nos seus planos. Nas suas metas. Deixe de ser a sombra de alguém. Com certeza, tirando o peso da vida dos outros das suas costas, você conseguirá não somente respirar por esse mundo afora mas, também, passar a existir de fato.

Ser professor é...



Ser Professor nesse país é receber promessas eleitorais a cada dois anos. Ser professor nesse país é ralar igual a um militante terrorista para no final levar bomba. Ser professor nesse país é vergonhoso, pois não se tem nenhum merecimento ou reconhecimento, seja pelas autoridades ou pela grande maioria dos alunos. Nós somos o começo, a ponte e a continuidade para quem começou a estudar e não sabia nem ler os quadrinhos de HQ ou as receitas da lata de "leite Moça". Somos e sempre seremos.

Mas do que adianta sermos a ponte para uma vida de qualidade (com leituras e estudos) se não podemos viver dignamente e com menos carga de trabalho?(para quem não sabe: para um professor viver razoavelmente bem, ele precisa dar aulas em vários colégios nos três horários - manhã,tarde, e noite - e acumular cansaço e estresse).

Sim, merecemos mais atenção. Mas isso não é de prioridade dos governantes, porque uma nação burra rende mais votos e reeleições absurdas a cada dois anos. O Brasil, "um país de tolos", vai se emburricando (culturalmente) e vai indo para o acaso e a sorte.

Todas as profissões merecem atenção? Sim. Todas. Mas sem a educação, não existiriam profissões como as de médico, advogado, juiz, entre outros (essa ladainha é velha, acho que nem faz mais efeito). Precisam da gente, mas zombam com esse salário vergonhoso. Com essas condições de trabalho vergonhosas, com o desvio das merendas escolares e com tantas outras situações que, se contarmos, ninguém acredita.

Acredito sim que pela educação mudaríamos radicalmente e muito nosso cotidiano. Mas quem nos escutaria?

O motivo da minha revolta e do meu mau humor? O novo concurso para o Estado. R$732,69 (sem vale transporte), e títulos como: especialização, mestrado e doutorado contam pontos e fazem a diferença para classificação.

Quem já tem o título de mestrado e doutorado, sabe o quanto é difícil passar e terminar, e pesquisar, e ler, estudar e etc. etc. Os mestres e doutores sabem o quanto é difícil e sabem o quanto é revoltante oferecerem um salário desses, sem vale transporte, para alguém que estudou tanto quanto um Juíz ou um médico.

Mas não importa ser Doutor em História, ou em Geografia ou em Educação física. Estes vão ser apenas chamados de professores e “malas sem alças” para aqueles que querem nos ver pelas costas ou para aqueles que não querem estudar e optam por dançar o “créu”. Mal sabem eles que o “créu”, de verdade, vem mais tarde ao perceberem que a única saída -para o seu sofrimento=sem emprego- é estudar e agüentar, nós professores, malas sem alças.

Não gosto da palavra NUNCA.





Em certos casos, não gosto da palavra Nunca.

Nunca mais amar, nunca mais festejar, nunca mais ir naquele lugar, nunca mais estudar, nunca mais trabalhar, nunca mais olhar para tua cara. Nunca mais comer, nunca mais sofrer, nunca mais ter filhos, nunca mais escrever, nunca mais comprar supérfluos. Nunca mais me entregar, nunca mais fazer amigos e se decepcionar, nunca mais comer frituras, nunca mais fazer dieta. Nunca mais pintar o cabelo, nunca mais gastar demais, nunca mais brigar, nunca mais pegar chuva, nunca mais ser trouxa, nunca mais ser boba. Nunca mais ser criança, nunca mais ser responsável, nunca mais ser direita, nunca mais ser imperfeita, nunca mais dormir tarde, nunca mais acordar tarde, nunca mais ouvir aquela música, nunca mais torcer para aquele time. Nunca mais tentar ser feliz, nunca mais acreditar em você. Nunca mais tentar dirigir, nunca mais ficar horas ao telefone. Nunca mais dar créditos,nunca mais comer doces, nunca mais acreditar nas pessoas, nunca mais voltar atrás. Nunca mais acreditar em Deus. Nunca mais viver.

Nunca, nunca, nunca...

Se cumpríssemos todas estas “promessas”: Como estaria nossa vida hoje? Teríamos histórias para contar?

Pense nisso.

A realidade dói



Se tem algo que me incomoda, e muito, é ver criança chorando. Ainda mais por motivos que, sinceramente, não sei como ainda acontecem nos dias de hoje. Os jornais, inevitavelmente, mostram-me todos os dias que, além do sofrimento de algumas, agora é moda criança morrer. Seja em acidente, briga em trânsito, tiroteio, doença, fome (esse item é velho de guerra), etc. Coisa que em “um Brasil de todos” não era para acontecer, jamais.

O Brasil não é de todos, é sim, de uma pequena minoria, privilegiada pelas suas próprias leis, fazem desse país a “casa da mãe Joana” (na verdade acho que a casa da mãe Joana está mais arrumadinha).

Como de costume, acordo e ligo, quase que como um ritual, a televisão e assisto ao jornal. E hoje,uma imagem me entristeceu: a de um menino chorando por ter perdido seus pais em um deslizamento de terra devido a chuva de ontem em São Paulo. É claro, que já deveria estar acostumada, anestesiada, mas, como já disse no início desse texto: Não agüento ver criança chorando. Me incomoda, ainda mais, por um motivo tão doloroso desses. E isso acontece sempre. Infelizmente.

Além de me incomodar e entristecer, as minhas primeiras reações, a revolta vem em seguida. Lembro que há um lugar bem “paradisíaco”, idealizado pelo nosso tão festejado presidente Juscelino Kubitschek, chamado Brasília. Onde a imunidade parlamentar ainda existe, o mensalão está de vento em pompa (não somente ali, claro), onde os próprios votam no seu salário e regalias. Juscelino deve ter previsto no que se tornaria esse tal lugar, tanto que fez bem longe e lá no meio do cerrado. Lá é quase um mundo a parte. Mundo da sacanagem e da “formalidade”: “Vossa Excelência cale sua boca”, “Vossa Excelência pode ir para aquele lugar”, “Vossa Excelência é corrupta”. É assim que as “Vossas Excelências” discutem, tudo bem formalmente.

Enquanto isso, o pobre coitado do povo, vai sobrevivendo e ainda festejando a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Eventos estes, que eles não vão passar nem da porta. Quem não tem dinheiro para comprar um barraco melhor, jamais terá dinheiro para comprar um ingresso que deve custar o “olho da cara”. E o “olho da cara” do brasileiro já foi vendido, faz tempo...


São Judas Tadeu a missão é impossível mesmo!

Algo entre ser santa e pilantra



Outro dia li uma reportagem de uma moça muito famosa há alguns anos atrás que andou chorando por aí por causa de um motivo, digamos, curioso. Ela chorou pelo fato das pessoas que a cerca só lembrarem-se do “trabalho” dela na época em que ela era “do mundo”. A expressão “do mundo” cai como uma luva em quem se intitula como “sou uma pessoa de Jesus”. Quem é de Jesus não é do mundo. É de que planeta então? Marte? Crypton?

Continuando o assunto para não perder o fio da meada, quero expressar minha humilde e inútil opinião sobre essas moças que hoje são "frutas" e amanhã resolvem ser de Jesus. Se hoje são "frutas", são sexys (o que não é pecado nenhum ser), são gostosas (o que não é pecado nenhum ser também) por que diabos elas em um momento “santa” resolvem renegar seu passado e se dizem envergonhadas com isso? “Não! agora sou de Jesus, sou mãe de família, meu filho não pode saber que já mostrei meu “útero” por aí para ganhar a vida”. Elas renegam seu passado, mas não renegam o dinheiro que resultou dele. Têm vergonha de terem rebolado até o chão e na "boquinha da garrafa", mas não se privam de gastar nos shoppings da vida o dinheirinho “do mundo”.

Isso me irrita. Mas afinal quem sou eu para me dar ao luxo de irritar-me com esse tipo de coisa? Eu que procurei estudar, me matar nas filas esperando ônibus, trabalhar o dia todo para ganhar um salário mínimo, agüentar crises de mau humor do chefe, acordar sábado às 05h30min da manhã para fazer uma pós e ficar lá o dia todo sem ter a certeza de que isto me dará uma oportunidade boa na vida. Eu que procurei ler poesias e crônicas. Que procurei ter a minha religião desde quando nasci e não quando me convém... Enfim, quem sou eu para expressar minha desconhecida irritação?

Sou apenas mais uma mulher do mundo indignada com essas moças que ao invés de procurarem usar o dinheiro ganho para se reciclar, preferem fazer notícias de “sou Maria Madalena arrependida”.

Semana passada num sol de meio dia andando pelo Alcântara passei pela banca de jornal e li uma manchete que me fez rir muito: “Mulher maçã tem calcinha e sutiã roubados por um assaltante”. Claro que não precisa dizer que a foto da tal “mulher maçã” era como veio ao mundo (agora não sei em qual mundo ela está: se é o “mundo de Jesus” ou o “mundo do mundo”).

Aí eu pensei cá com meus botões: “Nossa... já estamos nessa fruta... Como será que o povo brasileiro se sente quando resolvem comer uma saladinha de fruta hoje em dia?”

Fico imaginando o que as mulheres de décadas atrás que queimaram sutiãs pensariam das nossas mulheres de hoje.

GENTE


Desde quando me entendi por gente. Fui perceber o quanto é difícil ser alguém. Ser gente de verdade. Sem máscaras, sem rótulos. Sem roupa de super herói... Gente de verdade não tem super poderes. Gente de verdade tem sentimentos: Seja pobre ou rico.

Gente verdadeira independe de classe social, raça, religião...

Outro dia ouvi uma frase que merece um destaque: “Nós é que levamos este país nas costas”

Toda essa gente. Gente que não apenas respira. Gente que não tem vergonha de ser GENTE, por mais que ser gente seja algo, muita das vezes, impossível.

Gente:

Que sofre

Que ri

Que chora

Que implora por uma “mão na roda” para fazer esse mundo girar...

Dentro de mim



Aqui dentro tem de tudo. Se eu fosse montar um “brechó” de sentimentos muitos destes sairiam velhos e cansados. Quem se habilita a comprá-los? Aceito ofertas, aceito negociações, aceito leilão. Quem comprar terá que ser uma pessoa de boa vontade que cuidará dos sentimentos cansados a mantê-los vivos.

O sentimento mais cansado que eu tenho é a paciência. Velha de guerra. Minha companheira de anos. Muitos anos. Esta precisa de uma reciclagem boa. Não agüenta mais ver as loucuras da vida e contar até 10. Até 100 talvez.

Outro sentimento que merece atenção é a insegurança. Essa me acompanha desde a infância. Acho que já vem quando nós mulheres nascemos. Já sabem que é mulher então vai lá: “-Leva a insegurança de brinde”. Acredito que a cada 100 mulheres no mundo, 99 são inseguras. Preciso de segurança e seguir em frente.

O sentimento que mais me incomoda é a crença. Creio em tudo. Tudo que me dizem, tudo que vejo ou em tudo que me fazem sentir. E já me ferrei muito por causa desse sentimento traiçoeiro. Acreditar em tudo que se vê ou te falam te dá muita dor de cabeça e decepção. Seja na amizade ou no amor.

Agora tem um sentimento que me acompanha desde sempre (este não vendo e nem troco). Desde sempre me surpreendo com o que ele pode me oferecer. O AMOR. Velhinho, velhinho de guerra, o amor está em mim desde quando me entendo por gente. O amor que existe em mim tem 32 anos de idade. O amor que existe em mim só aumenta quando o transmito de verdade. O amor que há em mim deu-me uma filha. Deu-me amigos. Deu-me uma família. Deu-me a vontade de viver quando, às vezes, tudo parece estar perdido.

É preciso Viver


Preciso viver muito ainda para entender que o significado da vida é simplesmente viver. Viver mesmo quando tudo estiver uma merda. Você está sem dinheiro. Sem emprego. Sem opções.

Preciso viver muito ainda para perceber que além de estar tudo assim meio virado do avesso eu sou alguém que só quer viver bem consigo e com o mundo. Viver mesmo, para olhar nos olhos e dizer que estou feliz, apesar de... Apesar das dificuldades.

Preciso viver muito ainda para almejar desvirar do avesso enquanto é tempo, enquanto é vento e vento bom. Olhar além, olhar aquém, olhar lá... Lá onde meus sonhos estão.

Preciso viver muito ainda para sentir. Sentir o que ainda não senti. Sentir o que já senti, pelo avesso, virado, desvirado, rodado, imaginado.

Viver é uma arte.

A vida desvirada, amarrada, complicada, desvalorizada, amada, suada, inventada, realizada, escrita.

A vida.

É

ISSO!


"Bora” viver?

O tempo ensina. Não cura.



Têm muitas coisas na nossa vida, muitas experiências que temos que aprender na pancada, na marra, porque geralmente não ouvimos a nossa consciência, conselhos de pessoas queridas e insistimos em coisas que realmente não eram para ter tanta prioridade na nossa vida. É uma decepção quando percebemos que erramos, que fomos trouxas, que fomos marionetes pelo egoísmo alheio. Mas é isso, a vida é assim. Perdemos ali, ganhamos aqui e quando menos percebemos a vida se recicla.O tempo não pára (já dizia o poeta).

Andei pensando em muitas coisas antigas e recentes que me fizeram perceber o quanto a vida é irônica e nos faz entender o que já deveríamos aprender faz tempo: Ninguém vai querer o melhor para você a não ser você mesmo (salvo seus pais, alguns, porque tem pais por aí que vamos combinar).

Pois é, quando fazemos um balanço das nossas vidas – isso geralmente acontece no final do ano – sempre pensamos muito no que deu errado, talvez seja para nunca mais cometermos os mesmos erros e é desta reflexão que eu cheguei à seguinte conclusão: O tempo ensina, mas não cura.

Já estamos calejados em certas situações, já aprendemos tudo o que não podemos, não devemos ou não merecemos fazer. Mas as feridas estão lá, cada uma em cada lugarzinho dentro da gente. O tempo ensinou, mas não curou. Talvez seja para nunca esquecermos onde dói e não arrumarmos outra ferida para a alma.

Já sabemos onde dói, como dói e que certas feridas da alma não curam. Então por que ainda insistimos em transferir as nossas feridas para a alma do outro?


IRA


A ira de segundos parece interminável... Experimente contar até dez quando estiver IRADO! Depois experimente contar até dez quando estiver em alguma situação agradável...

Rápido e rasteiro.

Um flash!

O que podemos tirar desta conclusão é: Conte até dez mesmo, quando estiver com a ira dentro de você, mesmo que pareça interminável. Deixe-a passar, dez segundos de ira esbravejada equivalem a muito tempo de mágoa e dependendo da ira, muito tempo sem alguém quem poderia ser realmente importante para você. Pense nisso!

Contar até dez quando algo estiver agradável, tiramos a seguinte conclusão: o que é bom dura pouco, pouquíssimo até. Logo, aproveite ao máximo as maravilhas que a sua vida pode oferecer. Aproveite!

Os arrogantes




Arrogante é tudo que eu não sou e tão pouco quero ser. Tem gente que tem orgulho de ser arrogante, soberbo, nariz em pé. Tem aqueles que se acham a última bolacha do pacote, criticam tudo e todos e só enxergam o erro dos outros (erro não sei, esse tipo de gente acha que sabe o que é certo e o que é errado), se sentem absolutamente capazes de julgar quem quer que seja apontando o dedo na cara da vítima sem dor nem piedade. E para piorar todo o diagnóstico dado, repetem diversas vezes, como um lema, a seguinte frase: “todos tem que me aceitar como sou, sou assim e pronto”.

Como que alguém em sã consciência quer ser aceito pelos outros se nem ao menos aceita as adversidades que o cerca? A arrogância está tão entranhada dentro de si que não enxerga mais nada além do seu próprio umbigo. Pessoas desse tipo acham que nunca erram, nunca são feias, nunca estão fora dos padrões estéticos, nunca são ignoradas, que são inteligentes e "são as mais mais do top 10".

Sustentam-se na ilusão de serem perfeitos. Mas... quando descobrem que não são, que erraram, que “pisaram fora da faixa” e que não possuem a vida perfeita que imaginavam: DESMORONAM. E vocês acham que eles aprendem com isso? Não! Eles pegam o primeiro idiota que estava ao seu lado, que dizia ser seu amigo e colocam toda a culpa na pobre criatura. "A culpa foi do outro, que me influenciou, que me fez errar, quem me fez não ser perfeito!" E sendo assim, após a sessão descarrego de culpas em outrem, seguem felizes com as suas vidinhas medíocres, “perfeitas” e cor de rosa.

Até claro, errarem de novo e encontrarem outro otário pela frente.

Esconderijo


Há dias que você deseja somente o seu esconderijo. Passar-se despercebida, olhos baixos, sem encarar ou ser encarada. Se esconder não é fugir. Esconder-se é guardar-se dos males que nos rodeiam. Até os ursos hibernam, voltam fortes e descansados. Então vou me esconder, vou me guardar. Atrás do meu MP4, do silêncio do meu quarto, dentro de um livro, na imensidão de um filme romântico. Vou me esconder nas minhas leituras, nos meus afazeres pessoais, na minha rotina diária. Vou viajar nos meus pensamentos, nas minhas teorias de vida, decidir para onde vou. Vou me mostrar, vou levantar os olhos, vou encarar: a vida, o amor, a decepção. Vou atrás do que ainda não tenho, do que ainda não conquistei. Quando sentir vazio de novo, vou me esconder, vou hibernar. Vou me curar, vou me cuidar.



Tem muitas coisas que gostaria de dizer. Porém, tenho muito medo de ser mal interpretada. Cada um é cada um. A opinião, assim como o gosto, é própria, única, exclusiva. Às vezes é necessário calar-se. É melhor o silêncio voluntário do que o silêncio forçado (deste quero distância). Então, espero a hora certa de falar, contestar, desabrochar... Às vezes o barulho ensurdecedor da ira e de palavras severas recheadas de ressentimentos nos levam para o lugar obscuro da mágoa. A mágoa é onde o coração não quer estar. O coração deseja apenas bater acelerado. Assim, acelerando a vida, acelerando os sonhos, podemos nos sentir vivos de verdade. E estar vivo de verdade não é tão simples como se diz por aí.



Sou movida a tudo que me toca. Sou movida a tudo que sonho, a tudo que amo. Sou movida pela esperança de um dia me dar por satisfeita. Sei que esse dia não chegará, sou uma desassossegada! Enquanto estiver aqui, neste mundo, nesta vida, vou amar até o fim, viver até o meu limite, chorar de amor, de dor, de alívio e de felicidade. O que ainda vou conquistar só depende de mim e da minha fé. Sigo em frente, olho para trás, apenas para refrescar a memória de tudo que me machucou, de tudo que não deu certo, de tudo que bateu e voltou. Vou dizer o que preciso, nada guardarei, vou desabafar, vou me aliviar, esvaziar o coração para enchê-lo de novo (somente do que for bom). Sendo assim, tento chegar perto da compreensão e da tolerância de que tanto necessito.

Falta de tempo!!!!


Gente é tanta coisa no dia a dia que não sobra mais tempo nem para escrever (um dos meus passatempos favoritos). Escrever é um desabafo, uma terapia. Escrever sobre algo, sobre mim, sobre o que penso ou deixo de pensar. Nessa correria desses dias, pensei muito nessa nova era em que passamos. Tudo correndo, tudo com pressa, tudo, tudo e tudo. Não sobra mais tempo para ligar para os amigos e tão pouco para receber chamadas.

Sempre dizemos que vamos marcar algo, vamos almoçar, pegar um cineminha, ouvir uma música e tal. Cadê meu tempo de sobra? Não tem mais? Preciso de tempo para fazer nada. Preciso de tempo para fazer tudo. Chega a ser engraçado... Falo ao celular almoçando em frente ao lep top. Dou “tchauzinho” para minha mãe na janela devido à falta de tempo para ir a casa dela. Meu irmão mora a dois andares acima do meu, nos falamos pelo telefone (cadê o tempo de ir lá).

Hoje na rua passei por uma amiga: - Me liga, estou com pressa! Pois bem, vim aqui desabafar minha falta de tempo. Tempo para pensar, repensar, agir, fazer tudo com calma (porque na falta de tempo decidir bem é uma perda de tempo!).

Ser mulher nessa nova era então! Meu Deus! Temos que arrumar tempo para ficarmos lindas e fazer todas as nossas responsabilidades. Temos que arrumar tempo para ler, para fazer dieta, ir à academia, cuidar dos filhos, pagar o condomínio, pagar o colégio, ir ao banco, sacar dinheiro, fazer almoço, lanche da filha, falar com a professora, o dever de casa, checar emails, ir ao salão, cabeleireiro, trabalhar, estudar, ir ao mercado, ler historinhas, arrumar a casa, fazer a faxina, padaria, ter paciência, ter tolerância, ser mulher feminina, educada, agüentar as cantadas de pedreiro na rua, comprar os cremes do cabelo, do rosto, do corpo, ler o livro a dois meses na cabeceira da cama, lavar a roupa, lavar a louça, aprender com tudo e perceber que também precisamos de tempo para ficarmos cansadas.

Ufa! Cansei!

Tem algumas coisas na nossa vida que teimam em voltar, insistir, perturbar e sei lá mais o que... Parece que fizeram contrato assim que nascemos: “Favor ‘encher o saco’ dessa pessoa até ela desistir ou explodir de raiva”. Ainda não explodi e tão pouco desisti. Mas confesso que tem horas que quanto mais você nada a correnteza vem mais forte e mais forte. E agora? O que fazer? Lamentavelmente não há muita coisa a fazer. Esperar a poeira baixar, aguardar o melhor momento para agir ou simplesmente EXPLODIR DE VEZ!!! Se você optar por explodir: Cuidado! Seus “caquinhos” podem atingir quem não tem nada a ver com a situação. Se optar por desistir: Cuidado de novo! Sua desistência só prejudicará a você mesmo. No entanto, ainda há uma esperança: Seja honesto com você mesmo. Seja claro e objetivo: Identifique onde o teu “calo” aperta e cuide dele até ele desaparecer de vez! É como aquela velha frase – e sábia: “Se não puder com ele, junte-se a ele” (mais ou menos assim). Então seja o que for que veio para te encher e tornar a correnteza cada vez mais forte: tenha calma. Não adianta lutar com quem não se pode. Apenas tenha paciência. Os dias de calmaria podem tardar. Mas chegam para todos.

30 e alguns...



Sou mulher de 30 e alguns. Apesar da insegurança em revelar os “alguns” quero dizer, sinceramente, que estou muito feliz com os meus “30 e alguns anos”. Aprendi a gostar de mim e, sobretudo entender que envelhecer é aprender.

Quero sim, ficar muito velha, pois somente assim vou ver muitos fatos acontecerem na minha vida e no mundo! Que tristeza morrer jovem! Quero morrer velha! Mas deixemos essa idéia de morte de lado. Quero falar de vida. Gosto da minha maturidade, da minha experiência, do que construí até aqui. É muito bom sentir essa maturidade, saber a hora certa de falar, escolher, decidir. Anos atrás sofria mais de ansiedade do que hoje, queria fazer tudo ao mesmo tempo, não tinha paciência para conversas demoradas. Me magoava facilmente e ligava muito para o lado estético. Me matava horas na academia. Corria, fazia aulas e mais aulas para definir o corpo. Não que hoje isso não preencha mais minhas horas, mas malhar para mim hoje é uma questão de saúde, não de esculpir o corpo para os outros olharem, como se fosse um prêmio você ir à praia aos domingos e exibir tudo o que você “construiu” na malhação.

É claro que nós mulheres de 30, somos mais maliciosas, não acreditamos em qualquer historinha que nos contem. Que bom! Já posso dizer que estou livre de certas lorotas cotidianas.

Hoje eu sei que a melhor saída para um envelhecer de bem com a vida é fazer o bem, é ter amigos verdadeiros, é se livrar da praga dos rótulos: linda, sarada e magra! Não vou ser hipócrita em dizer que não gosto de ser magra, que nunca fiz dieta (e quem não fez?). Mas faço por mim, pelo meu bem estar, não porque a sociedade exige a “mulher perfeita” que, cá pra nós, eu nem sei se existe.

Acredito que envelhecer bem mesmo, é aceitar que a lei da gravidade existe, que as rugas aparecem e o que ao invés de lamentar-se por isso é agradecer por cada experiência, por cada tropeço, cada choro, cada alegria e cada loucura vivida, sentir-se linda e acima de tudo cultivar coisas que realmente nos deixarão com a cabeça boa, lúcida e sempre jovem.

Então tá, não é nem um terço do que pretendia dizer, mas não voltaria aos meus 20 anos, salvo claro, se estivesse com a cabeça que eu tenho hoje em um corpinho de vinte!! Mas como isso é impossível - e que bom porque se não o que iria ter de velhinhas por aí na fila querendo voltar no tempo...

Outro dia li um texto de Arnaldo Jabor (que de vez em quando acerta) que dizia assim: “Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 por um “sem” número de razões. Infelizmente, isso não é recíproco. Para cada mulher de mais de 30, estonteante, inteligente, bem apanhada e sexy, existe um careca, velho, pançudo em calças amarelas bancando o bobo para uma garçonete de 22 anos.”

E não é que ele tem razão! Concordo plenamente! Então sou mulher de mais de 30 e feliz!

Pequena...



Demorei muito a escrever algo aqui para você. Talvez pelo fato de achar que qualquer texto, por mais bonito que seja e mais longo, ainda assim, seja insuficiente para demonstrar o tamanho do meu amor por você. É amor demais, sabe aquele amor que a gente sempre acha que nunca irá sentir? Então, é esse o meu por você.

É obvio que todos os pais e mães do mundo vão julgar que os seus respectivos amores sejam os mais bonitos e intensos. Mas é isso, ser mãe e pai de verdade requer o mais sincero dos sentimentos e claro, muito exagero! Sabe, na verdade, nunca tive sonhos de ser mãe, nunca fiz planos. Achava muita responsabilidade e talvez por isso, tinha medo de idealizar filhos. Mas você foi mandada, imposta, presenteada por Deus na minha vida.

Depois de você tudo se tornou mais difícil, mas também mais emocionante, mais colorido, mais bonito e mais engraçado.

Então pequena, vou te enumerar algumas milhões de coisas que eu amo em você: Eu amo a sua voz fina, os seus dentes separados, a sua bagunça no quarto, o seu choro altíssimo. Amo seu olhar grande, os seus cílios enormes, o seu cabelo cacheado e as suas peraltices. Amo esse sinal vermelho na testa, exclusividade sua! Amo quando você pergunta se está crescendo, amo quando você brinca de novela, quando penteia o meu cabelo, quando pede para eu relaxar e quando pede para eu parar de cantar. Amo quando você se acha madura, quando você resolve me dar dicas sobre algum assunto, quando você fala: - mãe tenho uma idéia melhor!

Amo quando você pula da sua cama para a minha de madrugada, quando dorme ao meu lado abraçadinha e quando me acorda com beijos. Amo quando você diz que eu estou super chique! Que eu sou a mais linda do mundo inteiro, quando você me perturba o dia inteiro para ir à casa da sua avó. Amo quando eu vejo que você repete a minha cumplicidade com meu pai. Amo quando vejo que você pede desculpas. Amo levá-la ao ballet e quando você faz apresentações exclusivas para mim. Amo falar com você ao celular quando estou longe. Amo quando você diz que o seu pai é um gato (de um jeito que só você sabe dizer).

Amo quando você diz: - noooossa mãe arrasou na comida! Amo quando você me defende, quando você diz que vai ser minha amiga para sempre. Amo quando você se enche de blush e se acha linda no espelho (afinal você o é!!!). Amo quando você fica me seguindo pela casa inteira, quando você vai atrás de mim até no banho. Amo te levar ao colégio, te carregar no colo, te beijar, te abraçar, comprar algo que você gosta. Amo quando você fala tudo explicadinho, quando você deita no sofá comigo e quando a gente passa horas conversando na cama. Amo quando você diz: - não briga que foi sem querer. Amo quando você diz que é Botafogo, quando meu pai tenta te comprar para ser Fluminense e você diz que NÃO! E muito mais ainda quando você diz que me ama muito e para sempre.

Por todas essas razões e mais outras infinitas, eu nunca sairei do seu lado, abdicarei de muitas coisas para te ver feliz. Por essas razões não vou deixar ninguém falar alto com você ou te magoar, até quando for possível. Por essas razões vou passar minhas noites em claro quando for preciso, vou deixar de sair por sua causa e evitar lugares em que você não possa ir.

Vou pagar mico nas festas de crianças, vou comprar algo para você ao invés de comprar algo para mim. Vou te amar incondicionalmente até quando me for permitido sempre e para sempre. Portanto, eu te amo minha magrela, sorridente, adorável, formosa, charmosa, vaidosa e sonhadora assim como eu! E isso tudo não é TUDO!

Seria muito pedir...



De tantas teorias de vida que passam pela minha cabeça, uma delas é seguir meu caminho ao lado das pessoas que eu amo.Ao lado da minha família claro, mas também ao lado daquela família que eu escolhi, ao longo da minha jornada, que são os meus amigos!

Poder contar minhas vitórias para cada um de um jeito diferente. Sorrir com uns, chorar com outros, trocar cartas, emails, opiniões, brigas, inseguranças e amor. O bom da vida creio eu, é compartilhar a nossa vida. Andar "junto e misturado".

A vida dessa forma se torna tão mais leve, mais colorida e iluminada quando caminhamos juntos das pessoas que nos trazem felicidade, mesmo que momentânea.

Quando falo caminhar junto é ter sempre essas pessoas que amo manifestando-se na minha vida. Caminhar junto é ter visita de surpresa, é dar conselhos e recebê-los. Caminhar junto é marcar o dia com as amigas para ver filme em casa ou no cinema, chorar com o mocinho, odiar o bandido.

Caminhar junto é ter aquele amigo que mora no exterior, e mesmo assim, ele ligar no horário comercial. Caminhar junto é me fazer rir, é valorizar a amizade, o amor.

Não precisa estar perto todos os dias, precisa estar dentro do coração. Caminhar junto é ajudar nos momentos que mais se precisa, nos momentos angustiantes, nas dúvidas e tristezas.

Caminhar junto é subirem dez andares só para te abraçar no dia do seu aniversário, é você contar algo preocupante no MSN e, no dia seguinte, sua amiga deixar a vida dela de lado só para te escutar pessoalmente.

Caminhar junto é ter aquele amigo que você mal vê, mas quando o reencontra parece que ele nunca esteve longe. Caminhar junto é receber email quando não se pode ligar, é ligar quando não se consegue mandar email, é te dar carona mesmo que esteja atrasadíssimo.

Caminhar junto é simplesmente importar-se. Mesmo longe ou perto, tanto faz. O que vale é a vontade de querer sua amizade e regá-la para que ela floresça, mesmo que a vida corriqueira te impeça muita das vezes de estar junto.

Todas essas situações e muitas outras aconteceram comigo e certamente com vocês, e para todas essas pessoas eu peço humildemente que permaneçam na minha vida. Seria muito pedir para que vocês seguissem comigo até ficarmos velhinhos?

Muito além de mim...aqui dentro


Quero dizer-te que existe algo muito além do que você pode ver
Vem que eu te explico, eu te mostro
Olha para mim, nos meus olhos, passa a mão no meu cabelo
Segura a minha mão
Faça-me rir, fale baixo, escute-me
Quando me fizeres chorar, que seja de alegria
Se não puder evitar, aceito desculpas sinceras
Aceito conversas
Aceito explicações
Mas não aceito suas mentiras
É sério! Não minta para mim
Apenas faça-me entender
Seus motivos
Seus modos
Suas raivas
Seus anseios
Seu amor
Olha para mim
Mas também para dentro da minha alma
Aqui dentro tem muito de você
De tudo que vivi
De tudo que escrevi
De tudo que sonhei
De tudo que aprendi
Não tem jeito, vou te levar dentro
Perto
Longe
Aonde for
Onde quer que eu vá
Algo vai me lembrar
Você, eu, nós
Muito além de mim
Muito além da minha vida
Da loucura de te querer
De te observar
De te aprovar paras minhas horas
Meus minutos, meus segundos
Aqui dentro há algo que somente você pode ver
Vem eu te mostro, eu quero te mostrar.

Desabafo



Quer saber? Não me importa o que achas de mim. Se eu durmo muito ou se eu durmo pouco. Se não sigo aos clichês ou se eu sou loira demais para pensar. Desculpe-me contrariá-los eu penso sim – e penso bem.

Tenho orgulho dos meus feitos, das minhas atitudes, dos meus livros na estante e dos meus filmes também. Concordo quando você diz que tenho muito que aprender. Mas também para aqueles que já aprenderam tudo: O que ainda fazem por aqui?

Quero sim viver eternamente no aprender, quando estiver com oitenta anos aprender com alguém de vinte. Quero viver intensamente tudo o que achar que devo viver.

Permitir-me errar, acertar, fazer loucuras que somente eu saberei e me lembrarei delas. Então, pára de me fazer sentir pior do que realmente sou. Deixe-me viver.

Deixe-me ser aspirante a escritora, mesmo que nunca publique um livro. Porém, mesmo assim, vou tentar publicar algo, até anúncio em jornal se for preciso. Não me rotule, não me defina.

Não vai ser fácil fazer-me mudar de idéia, irei escutar sua opinião sobre a minha pessoa, mas não vou garantir se concordarei. Eu sou assim e pronto.

Sou menos burra do que achavas? Menos patricinha do que aparentava? Sou mais inteligente do que imaginavas? É isso. Vou te surpreender muito mais, até você aprender que julgar alguém antes de conhecer é algo muito perigoso.

Então me deixa conversar com que eu quero, ser amiga de quem eu preciso. Deixe-me sorrir, a hora que eu quiser, quando quiser e para quem eu quiser. Um sorriso não me torna fácil, figurinha fácil ou sei lá o que.

Então quando me vires conversando com alguém, não inventa, não aumenta, não levanta falso testemunho. Deixe-me viver, ter amigos, ler livros inúteis (para você), sonhar com a profissão que eu escolhi.

Deixe-me mudar, trocar os móveis, trocar de roupa quantas vezes for preciso antes de sair. Quero simplesmente me desfazer de tudo que considero maléfico para mim. Posso? A vida é minha não é? Então deixe-me mudar o caminho, trocar o percurso, fazer atalhos.

Permita-me voltar para o começo se eu não gostar do final. Deixe-me procurar eternamente o final feliz da minha história. Quero ser feliz ao menos. Mesmo que a felicidade alheia os incomode.

Quero mudar do Ingá para o Alcântara, quero morar no mesmo prédio onde cresci. Deixe-me fazer isso, deixe-me ficar no meio do povão ao invés de caminhar na praia de Icaraí e fingir que eu sou da elite.

Vai ser assim. Daqui para frente vou tomar as rédeas da minha vida, aberta a opiniões, conselhos e zelos. Vou ser feliz. E quando estiver triste você não vai saber.

SEMPRE estarei sorrindo, mesmo que os dias sejam doloridos ou confusos. Ajude-me a ser feliz ao invés de me criticar, sou humilde para aceitar sua ajuda. Torça por mim.

Admire-me, leia meus pensamentos, leia meus atos e me permita ser feliz. A felicidade é contagiante, com certeza contagiarei você.

Insônia


A bendita da insônia sempre vem. Jô Soares, canais trocados, revisados, criticados. Som ligado, internet, livros, emails. Toma um banho, passa o creme no rosto. Lendo revistas velhas, olhando pela janela – e ninguém lá fora. Apaga a luz. Apartamento escuro. Somente as luzes da televisão, lep top, som, celular, abajur, indicam que ali tem alguém acordado. Não consegue dormir. Acende a luz. Folheia os livros, vai à estante de filmes e nenhum te agrada. A insônia vem justamente quando não tem nada legal passando na televisão. Desiste, vai deitar. Pega o edredom e fica no sofá mesmo, se não conseguir dormir já tem o controle perto e liga a televisão. Amanhã é dia. Amanhã é outro dia. E assim a vida segue. Hoje você não dorme, amanhã quem sabe? Calma, vai passar, o sono demora mas sempre vem. Perde-se em alguns pensamentos, se encontra em outros. Desliga tudo. Vai dormir. Liga o som do quarto, música boa sempre relaxa. Vai à cozinha: chá, água, iogurte. Cama, televisão. O mal da insônia é ser solitária, parece que ninguém está acordado, somente você. E essa sensação de vazio nunca é boa. O silêncio perturbador que sempre chega e chega mesmo. Então aumenta a música, faz bastante barulho mesmo. Quem sabe assim o sono não vem? De todas as loucuras que a insônia te traz é a certeza de que em cada noite você se reencontra e se refaz.

Não banalize o amor!




 
Fico observando esses casais recém apaixonados. É impressionante a capacidade que eles possuem de panfletar seu “amor”. Sabe aquela necessidade de dizer ao mundo que não está mais sozinho, desencalhou, encontrou sua cara metade?


Então, sendo assim eles começam anunciando seu amor - como se vivê-lo no anonimato diminuísse a sua beleza. Declaram-se na principal rede de relacionamentos do mundo: o Orkut. São trocas e mais trocas de depoimentos apaixonados, recados românticos e fotos no álbum (regados a beijos e abraços com legendas mais românticas ainda).


O interessante é que as juras de amor não ultrapassam pouco mais de seis meses (na sua grande maioria). É verdade. Depois do incansável markentig amoroso, acaba-se o amor eterno (mas não era eterno?). Os status de relacionamento mudam, os depoimentos são apagados e os álbuns somem. A minha intenção aqui não é, de forma alguma, desmerecer o amor. Ao contrário, quero tentar ao menos, valorizar o amor verdadeiro.


Muitos de nós quando falamos em amor lembramos somente do amor entre casais. O amor é muito maior e pleno do que esta mera forma. Existe o amor entre amigos, entre pais e filhos, entre irmãos, etc.


Amar não é um anúncio televisivo. Amar verdadeiramente alguém nos impõe muitas responsabilidades, uma delas é a sinceridade do que se anuncia. Dizer “eu te amo” para alguém requer a veracidade do que se sente. Não é apenas abrir a boca e dizer: “te amo”. Não! É quase um ritual. O coração tem que disparar, tem que estar verdadeiramente repleto de amor.


Há quem diga que saber que é amado difere muito do que sentir-se amado. Concordo plenamente. Eu posso saber que alguém me ama só porque me diz. Agora sentir que esse amor realmente existe, é outra história.


Sentir-se amado por um amigo é vê-lo que ele fica feliz com as suas vitórias, quando ele atende seus telefonemas de madrugada e também diz a você o que precisas ouvir, não o queres ouvir. Sentir-se amado pelos seus pais é saber que eles estarão sempre com você, mesmo que não tenhas tanto sucesso profissional, que não faça a faculdade sonhada por eles e quando você errar, eles estarem prontos para mostra-lhe o erro. Sentir-se amado por um filho é ver que ele não tem vergonha de você na frente dos amigos, é entender que você não pode dar um bem material por falta de dinheiro. Sentir-se amado pelo seu parceiro é quando ele te olha nos olhos, quando respeita sua individualidade e quando não rompe, de forma nenhuma, a cumplicidade que vocês criaram quando se conheceram.


Esses são alguns exemplos de que amar é muito mais profundo do que se pensa. O amor é uma troca, mas também incondicional. Daí a sua magnitude. Portanto não banalize esse sentimento. Viva-o verdadeiramente e a sua recompensa será diária.

Eu te amo. Sempre amarei.


Pai hoje te achei meio distante. Fazia uma semana que não te via. Te achei calado, quieto. Até foi dormir cedo! (logo no penúltimo capítulo da novela que você acompanhou durante seis meses). Fiquei preocupada, me bateu uma vontade de ir no seu quarto e perguntar o que houve, mas não quis incomodar. Estou aqui em casa e fiquei pensando se algo aconteceu à você ou se era apenas um mau humor passageiro. Logo você tão neutro, correto e centrado, parece nunca deixar-se abalar. São exatamente 1:27 da madrugada e estou pedindo muito que pela manhã você esteja melhor.


Essa preocupação com você me trouxe lembranças de um passado nosso. Só nosso! Não sei se você lembra mas já fui o “seu sangue puro”- e somente nós dois sabemos o que significa esta frase - já fui o seu "xodó", sua “filhota”. Eu tenho plena lembrança que eu e você éramos inseparáveis, que eu te achava o homem mais alto do mundo e mais forte também.


Lembro de quando eu ia no seu trabalho, quando você comprou aquele carro vermelho e me levava para passear. Lembro que qualquer palavra dura sua, me fazia chorar tanto que parecia que o mundo iria acabar. Ah lembro também que uma vez você foi me buscar no colégio e você ficou me olhando pela brecha da janela, eu vi pai, mas fingi que não estava vendo você só para te ver rindo e dizendo "surpresa!" E lembro que você me levou de bicicleta naquele dia até em casa e descobri que era a sua folga. Fiquei a maior parte do tempo jogando o “jogo das palavras” e você me deixava ganhar sempre.


Lembro que éramos tão grudados e que quando você ia cortar o cabelo eu sempre ia com você e acabava com um corte de cabelo parecido com o seu (se contar ninguém acredita), minha mãe ficava louca da vida!


Na minha adolescência você me proibia de falar com os meninos, era engraçado porque você nunca me explicava o porquê do não. Até que você desistiu porque viu que em amizades não se pode mandar, (também foi ter uma filha que adorava jogar vôlei e naquela época poucas meninas gostavam).


Lembro da copa do mundo de 94 quando assistimos TODOS os jogos juntos e ficávamos nervosos com cada jogo do Brasil. Lembro que não tinha CD ainda, que não tinha essa mordomia de baixar músicas pela internet e aos sábados, ficávamos o dia em frente ao som com a fita cassete preparada para gravar as músicas que gostávamos. Era tão bom...


Essa nossa cumplicidade me faz falta. Sinto saudades. Eu sei que eu errei, te magoei e foram essas mágoas que distanciaram você de mim. Você se retraiu, talvez para não me magoar com palavras, você preferiu se calar. Lembro de uma vez que você me disse, depois de umas brigas, que não conseguia mais me olhar nos olhos como antes. E isso já faz tempo.


Faz tempo também que não consigo olhar nos teus olhos e dizer que eu te amo, que te admiro e que sinto falta de ser o seu “sangue puro”. Mas sei que a nossa “distância” é somente física, sei que estamos ligados e que nos amamos, mesmo que não expressemos mais com palavras.Os últimos acontecimentos foram duros, mas ainda assim, você me mostrou ser equilibrado e provar que vai estar do meu lado para o que der e vier.


Eu sei que você nem vai ler isso, até porque suas páginas preferidas na internet são as de esporte. Esporte que hoje são nossas conversas, uma brecha que achei para ficar mais perto de você. Talvez por isso que leia tanto sobre futebol e decore os nomes dos jogadores, só para ter o que falar com você.


Quero te agradecer por tudo, por ainda investir em mim, nunca desistir de me ajudar e por me ligar para o celular só para saber se eu almocei. Você significa muito para mim, muito mesmo.


E se um dia eu for a metade para a Julinha do que você é para mim, eu já me sentirei realizada. Será que um dia ela vai perder uma noite de sono preocupada comigo só porque fui dormir cedo? Nem precisa disso. Se algo aprendi verdadeiramente com você, foi a capacidade única de nunca esperar nada em troca. Eu te amo Pai. Sempre amarei.

Imperfeita



Sou totalmente desligada em alguns momentos e estressada em outros. Durmo tarde, acordo cedo, odeio cozinhar para mim mesma, tenho mania de dieta, leio mais de um livro ao mesmo tempo, assisto desde às comédias românticas aos documentários do history channel, ouço músicas clássicas à rock and roll.


Tem dias em que acordo e nem olho no espelho. Em outros, uso maquiagem e nem saio de casa! Tem dias que acordo “Amélia”, cismo que a casa está desarrumada e coloco a "mão na massa". Às vezes fico o dia na cama assistindo filmes “chororô”.


Digo sempre que não tenho roupa para sair, que meu cabelo está horrível, que preciso emagrecer uns três quilos. Sou insegura, indecisa, emocional, medrosa, romântica. Sou simples – mesmo que digam ao contrário – sou sim! Tenho uma grande facilidade em fazer amigos. Tenho amigos de infância, amigos há mais de 15 anos e amigos de pouco mais de três meses. Ouço música alta, gosto de programas sobre música, uso tênis, salto alto e óculos escuros.


Amo crianças, andar de bicicleta, de papo furado, de ver o pôr do sol, caminhar na praia e jogar vôlei. Gosto de ler, de escrever, estudar. Sinto-me importante quando concluo uma meta pessoal. Sofro de ansiedade, sofro por antecipação. Tenho crises de risos e também choro do nada.


Fico incomodada quando vejo água desperdiçada, quando vejo notícias de tempestades e por saber que a causa disso é a falta de comprometimento do homem. Me irrita a falta de interesse nesses assuntos. Amo a primavera e o verão. Outono e inverno são estações que não me encantam.


Gosto de cinema, teatro e seriados. Leio jornal, assisto aos jornais e programas de esportes. Assisto aos jogos de futebol, leio sobre futebol e tenho um time: BOTAFOGO. Sempre sei a escalação do meu time, se trocou de técnico, se o craque se machucou e quando foi impedimento. Sei que o juiz não é um homem estranho no campo. E uso a camisa do meu time sempre que me der vontade.


Odeio futilidade, preconceito e hipocrisia. Sou vaidosa, mal interpretada por muitos de convencida e “patricinha”. Tudo o que me dizem - seja algo de bom ou de ruim - eu tento escutar. Já mudei de idéia muitas vezes.


Já mudei de profissão. Já saí de um emprego estável e uma ótima remuneração para assumir um papel: ser mãe – e não me arrependi. Sou incansável, sou insaciável, curiosa. Tenho crises de sinceridade (nunca peça a minha opinião se realmente não estiver pronto para ouvi-la).


Palavras duras me machucam, grosseria me irrita. Não gosto de quem fala alto e acha que todos têm que baixar a cabeça, mesmo que esteja certo (há sempre uma maneira educada de dizer algo para alguém).


Não gosto de arrogância. Gosto do meu nome, não digo a minha idade e tenho amigos (as) dez anos mais jovens. Gosto de me sentir mãezona, porém adoro ser a filhinha quando preciso. Sou uma criança às vezes e uma mulher quando quero. Gosto de descobrir, e não tenho medo de levar não.


Não sou perfeita e sei muito bem disso! E estou em eterna mudança: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.