Menos




Eu queria muito ser um pouco menos dramática, chorona, insegura, louca, teimosa. Queria muito ser menos. Diminuir, abstrair, absorver, controlar. Não consigo, eu sou muito mais. Demais, mais, mais, mais... Eu tento abraçar o mundo, ao mesmo tempo, a toda hora, passando da conta. Quando me percebo estou lá: com a pontinha do pé, na beira do abismo, pronta pra ser engolida pela crua e real realidade.

A minha realidade é que eu sou exageradamente passional. Quando quero, eu quero muito. Quando eu choro, eu choro muito. Quando me decepciono, eu me decepciono muito. Meu Deus queria um pouquinho, só um pouquinho ser menos, para deixar de dar minhas lágrimas de bandeja por aí. Chega dessa dor no estômago, desse soco imaginário bem lá na boca do estômago. Me deixa ser menos, porque eu não consigo mais ver minhas vontades, meus sonhos irreais, ultrapassarem os meus limites e me levarem junto, para depois me jogarem lá de cima, sem dó nem piedade.

Preso na vida de quem?






Acabei de tirar minhas fotos pessoais do blog. Acabei de vê-las por aí pela net como se fossem figurinhas fáceis de achar. Disponíveis para qualquer um pegar e fazer delas o que quiser. E não vejo somente as fotos por aí, vejo frases minhas, trechos dos meus textos sem ao menos citarem a fonte. Sim, tudo bem, talvez não seja a próxima a entrar para a Academia Brasileira de Letras, mas todas as coisas que escrevo por aqui são minhas, exclusivamente minha e das pessoas que se propõem a ler, a comentar, a reler e copiar, que seja, desde que citem a fonte.

Sabe, eu fico pensando que o pior de ser fake pela net, é ser fake na vida. Esse é o pior. Ser fake – ou falso, que seja – é o fim do poço para aquele que não está contente com a sua vida e vai viver a vida dos outros ou uma vida imaginária. Ninguém é perfeito,  nós todos temos defeitos, somos feios, bonitos, ricos, pobres, burros, inteligentes, gordos, sarados, os mais mais do top 10 e por aí vai. E cabe a nós, mudar. Mudar para pior, melhor, muito melhor, que seja, mas cabe mudar.

A palavra mudança dói, amedronta, dá frio na espinha – dá frio em mim também – mas não há outra chance de buscar a felicidade do que mudar o que te incomoda. É difícil – eu sei o quanto é -, mas o primeiro passo é ficar na frente do espelho e se olhar, não superficialmente, mas para dentro da alma, olhar nos olhos e ver, realmente, o que te incomoda, o que te causa aquela ruga, aquela lágrima, aquela dor no estômago, aquela abstinência de coisa boa toda vez que você vai dormir e não consegue. Esse é o primeiro passo, o mais difícil.

Não adianta fugir, por mais que você continue com essa vidinha de fantasia, vai sempre chegar uma hora que a ficha vai cair – geralmente a gente cai antes das fichas, sabia? – e aí você vai fazer o que? Vai procurar outra vida para copiar? Outra vida para cuidar? Outra vida para fazer intriga? Outra vida para invejar? Já repararam quanto trabalho isso dá?

Quando é que você vai se enxergar – de verdade – e perceber que a sua vida é bem melhor de cuidar do que a dos outros?

Boa sorte, após o primeiro passo, o caminho é sem volta – e acredito que para melhor.

Ano novo; Vida nova!




Somos recarregáveis, temos prazo de doze meses. Após esse período, trocamos as pilhas - e novinhos em folha- estamos prontos para outras batalhas, outras alegrias, outras decepções, outras e outras!

Vamos passar a limpo, vamos reviver, perdoar, voltar atrás,  amar, acreditar, desacreditar, ter fé, fazer amigos, cultivar as velhas amizades, olhar nos olhos, olhar em volta, olhar para nós mesmos. Vamos nos sentir humanos – muitos já se esqueceram de como é – vamos gritar de alegria a cada vitória, vamos chorar a cada derrota, vamos ouvir, vamos falar, vamos nos informar, estudar, pensar coisas boas, dizer coisas boas, escrever, vamos viver a “vida nova”.

Porém, não esqueçamos nunca, de “recarregar” após os doze meses. É importantíssimo esse “joga fora”. Jogue tudo que te faça mal. Que te machuque. Não tenha medo. Faça a diferença na sua vida, peça ajuda para fazer desse novo ano e dessa “nova vida” algo que poderá se recordar como um doce sonho.

Que um dia, possamos olhar para trás e jamais nos arrependermos do que não fizemos!

Grande beijo. Muita luz e paz para todos nós! Amém!

Acordar



Uma das coisas que muito me incomoda nessa vida é a ignorância. Ser ignorante é ignorar. Ignorar tudo que está em sua volta. Desconhecer. Não querer saber.

A ignorância é muito lembrada quando queremos chamar alguém de grosseiro, mal educado. Sempre soltamos aquela bela frase: “seu ignorante”.

De alguns dias pra cá tenho sentido muita preguiça de pessoas preguiçosas. Pessoas que vivem no mundo da imaginação: “Imaginando como será minha vida quando eu resolver levantar e for à luta”.

Quem escreve aqui não é a dona da verdade, nem tão pouco alguém que já conseguiu tudo na vida. Não consegui. Tenho tentado até hoje. Fui por caminhos incorretos, pelos mais fáceis talvez, evitei os tortos, difíceis e talvez se fosse por esses estaria bem melhor hoje.

Mas... Estou aqui. Tentando. Ainda. Sem pestanejar. Andando de sol a sol. De choro a choro. De insegurança a insegurança. De medo a medo. De pressão a pressão. Entre casa, família e filha pequena – que cobra toda a atenção que você deve dar.

Mas e você?. Que coloca a culpa no governo. Na chuva. Na violência. Na falta de oportunidades.

O que você tem feito além de reclamar?

Desculpe-me a franqueza: Ninguém vai te dar o que você quer. Ninguém vai à luta por você. Basta um erro para estragar tudo. E basta não errar nunca para estragar também. É uma via de mão dupla. Entre erros e acertos. Entre idas e vindas.

Saia do seu casulo. Já saí do meu.

Boa sorte!


Mágico




Ganhei esse lindo selo acima da amiga Nana do “Blog da Nana”. E a pergunta em questão é: O que é mágico para mim?

Mágico é tudo que me faz bem, mesmo na simplicidade. Acredito que para sermos felizes não importa onde estamos e o que somos. Ser feliz é ter na essência a satisfação de estar vivo.


Mágico para mim são a minha família, os almoços aos domingos, a visita na casa dos irmãos. Mágico são meus sobrinhos, minha pequena Júlia, são meus amigos, a minha vocação.


Mágico é ler um bom livro, é aprender, estudar, ver um bom filme, um bom papo. É ter um grande amor à vida toda.


No geral, mágico é ser feliz. Na medida do possível e na essência do significado desta palavra.





P.s. Quando ganhei este “Selo” foi me dada a difícil tarefa de escolher dez blogs. Mas como adoro todos os que sigo e me identifico muito com eles, deixo para todos que se sentirem à vontade salvar o “selo” e dizer o que é mágico para vocês e posteriormente indicar dez blogs.


O que é mágico para vocês?

O amor acabou...




Ninguém ama mais ninguém. Respeito é bom, mas ninguém se respeita. Amar virou sinônimo de “ficar”. Hoje fico com você, amanhã nem sei se quero...
E a vida segue sem ninguém puxar a responsabilidade para si. Todo mundo quer ser amado, porém ninguém quer dar o seu amor.

E alguém sabe se ainda tem amor para dar? Fica a dúvida, ninguém sabe...

Crise de Sinceridade



 Nunca fale alto comigo. Não minta para mim. Não diga que é algo que nunca foi. Não finja ser meu amigo. Não diga que me ama sem me amar. Não sorria para mim sem ao menos sentir vontade. Não me inveje. Não ultrapasse meus limites. Não se sinta à vontade ao falar mal dos outros. Não ache que você consegue me enganar. Cuidado ao falar mal de mim para os meus amigos – com certeza eles me defenderão.


Se desejas minha amizade: Deseje de verdade. Minha alma não se engana quando o assunto é coração, é perdão, é amor. Na estrada dessa vida quero crises de sinceridades diárias. Abundância de amizades demonstradas. Quero amor, sorrisos, aperto de mão. Quero alma lavada todos os dias.


Quero silêncio bom. Quero vida. Quero paz. 

Para refletir: "É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja"

Escreva




Há poetas que dizem que escrever é a exposição total da alma. Eu iria mais longe: Escrever pode ser uma sobrevida diária. Sobrevida sim, por que não? Em tempos onde o absurdo é normal, a sobrevivência diária transformou-se em sobrevida.
A escrita transforma-se em música, em poesia, em livros. Há aqueles que não se sentem a vontade com as palavras – sejam elas escritas ou faladas – porém não há um ser na face da terra que ignore palavras cantadas, ou seja, uma bela música bem escrita.
Daí a grande importância de valorizar a arte de escrever. De valorizar aquelas “palavras cantadas” na sua sobrevida diária (em algum ônibus lotado, por exemplo). Seria quase que um sopro de vida, uma abundância de oxigênio em um cérebro cansado.
Escrever para alguns é um ato leviano. Para outros é um ato de bondade. Para muitos a arte de escrever é um desabafo. Aquele “sapo” engolido no trabalho, aquele “fora” de ontem ou de anos. Todos escrevem, porém poucos expõem sua alma ou dão a “cara à tapa”. Muitos engolem o choro, engolem o “sapo”, engolem a opinião, engolem a mágoa, engolem as palavras, engolem a escrita.
Sendo assim, suas histórias deterioram-se. As traças chegam e devoram suas idéias, suas verdades...
Você quer ser aquele livro velho guardado na sua estante?
Escreva!

Amor que não se pede...

O amor é o sentimento primordial do ser humano. A ele, é dada toda a responsabilidade de ser feliz. É como se fosse um termômetro de felicidade. Se você está amando alguém, está feliz. Se não está, precisa urgentemente “amar” para estar dentro dos “padrões”.

Mas o fato é de que o amor é bem mais do que simplesmente “amar”. As aspas são inevitáveis, “amar” com aspas é diferente de um amar sem elas. As aspas envolvem todo um processo de dúvida. As aspas colocam em evidência os “amores” de hoje. Sim porque amor é amor e “amor” é outra coisa. Hoje o amor banalizou. Hoje “ama-se”, amanhã odeia-se, joga-se fora (literalmente).

A verdade é que amor de verdade, não se pede. Nasce, aflora, acontece. Falo de amores em geral.

Não tem como mendigar o amor de ninguém, implorar tão pouco, pedir então... Se desse certo, os mendigos das ruas estariam cheios de carinhos e atenção de todos. As crianças dos orfanatos estariam felizes com o amor paterno. Não dá para a criança ligar para o pai e dizer: Pai me dá amor porque eu preciso” ou “Mãe, você tem como me amar?”. Não dá, entende?

Amor é algo que não se pede até porque, quem não tem para dar ou quem não quer dar, não vai te dar. É simples. Quem é seco de amor, não dá amor. Não tem como a mulher ligar para o ex-marido ou namorado e dizer: “Você pode me amar de novo, pode voltar o amor que tinha por mim?” ou “Não durmo há dias me ame agora, AGORA!”. Não dá. Desista. Você pode fazer mil loucuras, mas quem não te “ama” mais tem a remota chance de voltar...

É aí que entra a questão do livre arbítrio. Não adianta, quando o “amor” do outro acaba, você fica sozinho com o seu amor dentro do peito. Mas não vai dá-lo a quem pedir e sim para aquele que você quiser dar. Lembrando: Amor não se pede.

O amor é infinito, mesmo que por um momento ele possa transparecer ter fim. O amor não acaba aqui ou ali. Ele fica dentro de quem o sente de verdade, mesmo que o outro vá embora. E ir embora engloba milhares de opções, não somente o “ir embora” tradicional. E para esses que ficam, o amor que já foi sentido, nunca se repetirá. Foi único. Exclusivo.

O melhor de tudo isso é a capacidade de transformação que o amor possui. Ele se transforma. Renova-se. E isso é uma ótima notícia para quem “ficou” com o amor acumulado dentro do peito.

Quem ama de verdade, não ama em vão. Quem ama de verdade se transforma junto com o seu amor. Quem ama de verdade está a frente dos que ainda se preocupam em pedir o amor. Um sentimento que não se pede. Apenas doa-se. Simples assim.

Viva Cazuza





Há exatamente 20 anos eu entrava no mercado perto aqui de casa. Blusa branca, bermudinha vermelha e estava de mãos dadas com a minha mãe. O rádio do mercado tocava alguma música de MPB. De repente, a música é interrompida e uma voz muito bonita dá uma notícia que muitos temiam: “Morre nesta tarde o cantor Cazuza”. Eu tinha treze anos e lembro-me como se fosse hoje. Ficou marcado, não somente para mim, mas também para muitos brasileiros que admiravam o seu trabalho.

Cazuza não era exemplo para ninguém. Não era o bom moço. Rebelde sem causa, filho de pai rico e exagerado. Mas havia algo nele que era indiscutível: o seu trabalho, suas letras, suas músicas, seu talento.

A primeira vez que ouvi Cazuza tinha uns oito anos. A música Exagerado estava estourada em todas as rádios e lembro-me muito bem do meu radinho de pilha em cima da cama tocando sem parar. Tive a sorte de assistir Cazuza em programas de televisão, entrevistas, folhear revistas com matérias sobre ele.

Até o anúncio da doença, Cazuza colecionou hits, e depois da mesma, conseguiu escrever como ninguém, a inspiração não o abandonou. Poucos conseguiriam escrever no auge de um drama: “Senhoras e senhores trago boas novas, eu vi a cara da morte e ela estava viva!” ou “Vida louca vida, vida breve, já que eu não posso te levar, quero que você me leve!” e por aí vai.

Talento não se discute. Obra prima tão pouco.

Cazuza foi polêmico. Foi gênio. Foi exagerado. Foi Cazuza.

E pensar que algumas letras de anos atrás são tão atuais:

“Transformam um país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro"

“Ideologia eu quero uma pra viver”


“Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder”

“Brasil mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim”


Uma singela homenagem ao insubstituível. Viva Cazuza!


Preguiça




Sabe quando você está meio “assim assim, assado”? Ou quando você não sabe se está "assado" ou "assim"? Pois é. Às vezes isso acontece, não sei se nas melhores ou piores famílias, mas... acontece. Mulheres são assim. Nunca sabem quando estão meio "assim" ou meio "assado". Ainda mais quando estão em TPM.

Encontro-me em TPM, irritada, sonolenta, irritada, faminta, meio amarga e irritada de novo. O amargo de uma mulher com TPM é mais amargo que o amargo normal. Poderia ser um amargo mais para o doce (se é que existe), mas além de nós sofrermos com nossas inseguranças, a TPM vem com o amargo mais amargo do mundo.

Como se não bastasse esse amargo de TPM, hoje estou meio "assim assim"... Talvez por ainda não ter feito o gol no jogo da minha vida. Nem que seja aquele gol “sem querer querendo” que os jogadores juram que foi milimetricamente calculado. As bolas têm batido na trave. Várias vezes, e quando acho que irei gritar gol, ficar rouca, me descabelar de alegria: A trave está ali, impedindo o gol.

Hoje eu li a seguinte frase: “Com vinte você quer experimentar tudo, com trinta você quer construir tudo. Não vejo a hora de fazer quarenta e querer só viver mesmo. Preguiça...”.

A palavra do dia é essa: Preguiça. Preguiça de ver injustiças. Preguiça de ver a bola bater na trave. Preguiça de esperar o gol. Preguiça de esperar. Preguiça de tudo que me cansa.

Talvez seja hoje, só por hoje, a palavra preguiça tenha tanta importância. Talvez por estar meio assim assim, meio TPM, meio anormal. Amanhã a palavra do dia pode ser: Avante, levante, estude, brinque, viva.

Mas por hoje, minha palavra é preguiça e tudo o mais que ela possa representar para alguém. Apenas hoje. Só por hoje.


p.s. A frase é de Tati Bernardi (www.tatibernardi.com.br)




Pessoas



Há pessoas que vivem. Outras apenas existem: Paradas, acomodadas, amarradas. Há pessoas que discordam, outras concordam e outras não têm o que dizer... Vivem aceitando tudo que vem...


Há pessoas que transformam a vida num eterno dilúvio. Outras que vivem no mais pleno deserto: não choram nem com uma topada na quina da parede.


Vamos encontrar o equilíbrio?


Há pessoas que levam tudo ao pé da letra. Outras dizem que o bom da vida é ser feliz.


E por que não são?

A Elite nossa de cada dia...




Quando passo na banca de jornal e vejo revistas de fofocas e de gente “famosa”, sinto calafrios. Sinto um "revertério" no estômago quando leio notícias de “fulano e seu cachorrinho poodle tiram fotos no jardim” ou “o último namorado da fulana de tal”.

Infelizmente são notícias que vendem. Que rendem uma boa grana. Não! não sou revoltada, não invejo o glamour dos outros. Mas como toda “ocupante” da classe C do país – a dos pobres – fico revoltada.

A elite, no alto da sua torre, bem lá longe na sua cobertura de luxo, não sabe o que o pobre coitado do brasileiro passa. 

Os sorrisos das capas de revistas –e dentro delas- denunciam suas alienações quanto ao “pão que o diabo amassou” que é cotidiano na vida do menos favorecido.

Não! Não sou adepta à política do “hobbin rood”. Porém sou a favor de uma distribuição de renda justa. Com condições de moradia, de cultura, de estudo. Já dizia o poeta: “a gente não quer só comida, quer comida, diversão e arte”

Queremos sim, queremos ser enxergados, queremos ser valorizados.

É claro que tem muita gente boa nesse meio, muitos artistas engajados, muitos jornalistas que honram o diploma. Mas quando se passeia pelo “twitter” de alguns, pelo “blog” de outros, o que mais se vê é uma GRANDE BRIGA DE EGOS. Um querendo aparecer mais que o outro e por aí vai...

Hoje estava pesquisando sobre movimentos sociais e achei uma matéria muito absurda. Já havia ouvido falar neste assunto, mas não tinha tido o desprazer de ler. A matéria, em uma coluna de um jornal muito conceituado de São Paulo, foi escrita por uma pessoa muito “culta” e conhecida na sua função. Jornalista renomada que vomita seu preconceito social e seu elitismo escrachado, não mede conseqüências ao debochar do pobre coitado do brasileiro, aliás, ouvi dizer que a tal pessoa critica tudo quanto é “povo”, enfim, apenas um exemplo do que a “alta sociedade é capaz”, logo abaixo no link.

A matéria é intitulada como “Cultura de bacilos (bactéria)” e tem na sua primeira frase o seguinte: Se usamos verbas públicas para ensinar hip-hop, rap e funk, por que não incluir na lista axé ou dança da garrafa?

Quem quiser ler a matéria e as respostas, a esse desastre jornalístico: clique aqui.

Não sou adepta ao funk, não sou fã de hip-hop ou rap (mas escuto MV Bill) e tão pouco critico quem os faz. Não estamos falando aqui de ritmo musical, estamos falando de Movimentos Sociais. E movimento social é tudo a que o brasileiro desesperado se apega. É no movimento social que muitos saem do crime, abandonam seus pensamentos fúteis ou simplesmente sentem-se mais felizes. O povo brasileiro precisa de muito mais. Já disse isso e todo mundo já sabe. 

Agora criticar o governo porque foram doados 60 mil dólares para o Movimento social do hip-hop (que faz um trabalho belíssimo, procure saber) é o ápice do preconceito social. Parece-me que a ascensão da classe pobre incomoda a elite, assim como foi na ditadura, assim como foi em todos os nossos "500 anos".

Engraçado que ninguém criticou a doação de mais de um milhão de reais dada ao Caetano Veloso (músico magnífico), mas que – cá pra nós- não tem condições de arcar com a sua turnê? Ou porque ninguém criticou a doação de setecentos mil reais dada à cantora Malu Magalhães para que propague sua turnê? Diga-se de passagem, que a cantora tem um contrato com a Sony, uma das maiores gravadores contemporâneas. Enfim, não entendo. Não entendo porque o pobre sempre causa polêmica, sempre se ferra, sempre causa asco, náuseas ou sei lá mais o quê na elite.

Quero seres humanos melhores. Quero dias melhores. Quero meu espaço. Assim como milhões de brasileiros. Chega!

P.S. Vale à pena clicar no link acima e ler todas as respostas dadas a essa “jornalista”. E esse post não foi uma defesa musical, mas sim, uma defesa ao povo brasileiro, pessoas que deveriam ser mais lembradas.

Muita Paz e Luz para todos!

Chove chuva




Acreditar na vida... Apesar de tudo. Ter a esperança de que existe um amanhã. Mesmo que distante...

Não é fácil falar nessas horas. Pior ainda é viver nesse caos, sem ao menos saber se, dessa vez, será a última...


Meus sentimentos às vítimas das enchentes do estado do Rio de Janeiro, principalmente as crianças. Elas não mereciam, aliás, ninguém!


Muita Paz e Luz para todos!



Cadê o sentimento que tava aqui?



Se tem algo que é bonito de ser ver é casal apaixonado de novela. O amor é lindo, encantador, de conto de fadas. O mocinho faz de tudo para salvar a mocinha e vice-versa. Na trama, qualquer problema que possa surgir, lá está o casal firme e forte unidos contra tudo e contra todos. A união não é nem abalada no beijo de bom dia (na história novelística do casal não existe mau hálito).

Incrivelmente nós, aqui do outro lado da telinha, suspiramos a cada beijo e a cada vitória do casal. Como é bom ficar imaginando que poderia ser um de nós o “galã corajoso” ou a “musa indefesa”.

Nesse parâmetro de “relação Global” vivemos uma incansável busca pela “alma gêmea”, “pela metade da laranja”, pela “tampa da panela”, pela “pedra que incomoda o sapato” ou sei lá mais o que. Procuramos, procuramos e procuramos. Não tem que ser qualquer um, tem que ser “A mulher”, “O cara”. Até porque “nos achamos” muito para nos apaixonar por um (a) qualquer.

E partindo desse princípio as relações estão cada vez mais rasas, descartáveis, instantâneas. Não dá para perder tempo com o nosso parceiro atual, “sempre vai ter um melhor dando sopa” e nessa premissa corremos o risco de procurar a vida toda, pelo príncipe ou princesa encantada, e acabarmos sozinhos.

Na minha humilde opinião não há homem ou mulher perfeitos. São perfeitos sim, no começo do relacionamento onde qualquer gesto errado é considerado lindo: “Ah, não ligo se ele palitar os dentes é até bonitinho”, “Ah não ligo de ela gastar muito, ela só faz isso para ficar linda para mim”, “Ah, não ligo se ele é flamenguista” e por aí vai...

Sabe acho triste quando um relacionamento acaba. Acho sim. E defendo, acima de tudo, o bem estar de cada um, de verdade. Mas também acredito que qualquer relacionamento tem altos e baixos (muitas vezes mais baixos). E eu disse qualquer relacionamento, ou seja, podemos até trocar de parceiro, mas sempre vai ter alguma chatice para aturar de ambos os lados. Sempre. Já ouvi por aí que “é fácil acreditar em Deus quando se tem tudo”, o que me faz lembrar que é muito fácil amar alguém quando esse alguém está por cima, quando faz seu coração balançar, quando as pernas tremem e quando você fica na ânsia de conquistá-lo. O difícil é a reconquista, é a construção diária, a compreensão e a demonstração de afeto contínuo (assim como era no começo).

Conquistar é fácil, difícil é manter a conquista e quando isso não acontece a culpa é sempre do outro. Nunca olhamos para nós mesmos e enxergamos nossos erros. Olhamos com os olhos acostumados para aquela pessoa que já foi, um dia, muito importante para nós. Sendo assim, acordamos um belo dia e decidimos que vamos partir para outra. "Já deu", "já era" e eu quero ser livre. Mas lembre-se que ser livre é um estado de espírito, não uma condição.

Tem gente que é “livre”, mas é aprisionado ao vício, ao seu egoísmo e por aí vai. Você não é um prisioneiro apenas porque possui uma relação estável com alguém, na verdade, ninguém aprisiona ninguém. É aquela velha história de não “prender quem amamos porque se são nossos sempre voltam”. Quem ama de verdade sente-se livre. Porque o amor não é uma prisão. O amor é vida. Assim como o ar que respiramos. Já experimentaram prender o ar nos pulmões? Então... É bem por aí a idéia.

Acredito que qualquer um tem o direito de optar pelo que for melhor para sua vida. Cada um é responsável pelo que planta. Se plantar amor vai colher amor e assim sucessivamente.

Só para relembrar, na trama das novelas, os mocinhos enfrentam todas as barreiras para ficarem juntos. E todos nós admiramos muito isso. O triste é que na realidade apenas valorizamos os dias que passamos nas “nuvens”. Na hora de descer a ladeira pulamos antes de chegar lá embaixo (sem ao menos tentar evitar a queda).

Em tempo: o Amor DE VERDADE, não requer exposição nenhuma. Ele é sentimento. E isso já basta...