Vida amarga?



Por que somos tão amargos? Por que sempre, na grande maioria das vezes, estragamos tudo? Queremos sempre ser melhores. Queremos sempre ser piores (quando nos convém). Agimos sem pensar. E quando nos damos conta, a nossa vida que era doce se amargou.

Amargou-se pelo nosso próprio veneno, pelas nossas próprias burrices. E por conta disso jogamos nossas desilusões em cima dos que estão próximos. Chega, né? Vamos acordar?

Cada um tem a vida que merece. Cada um tem o gosto que quer. Se um dia já foi doce e agora se vira para o amargo como um veneninho diário que vai nos matando aos poucos... O que fazer? A culpa é de quem? (Leia-se de passagem que, quando falo que “cada um tem a vida que merece” é uma frase para aquelas pessoas que tiveram todas as oportunidades na vida e ainda resolveram não progredir, resolveram estacionar e depois ficam reclamando da sua sorte).

Acredito que todos nós temos uma segunda chance, até uma décima chance se deixar. Então por que se encurralar nas suas amarguras? Por que não procurar o doce da vida? Ir atrás mesmo, “pagar mico”, brigar pelos objetivos, correr atrás do que se quer.

Ninguém vai fazer isso por você. Ninguém. Seus pais podem ter o dinheiro que for, mas o sucesso da sua vida só depende de você. Claro que vai ter sempre aquele “espírito de porco” que vai dizer: “não preciso trabalhar, meu pai tem dinheiro.” Tudo bem, quando sua vida estiver vazia e você cheio de recalque: Não reclama. Combinado?

Por que estou dizendo isso? Porque estou cruzando com pessoas que preferem reclamar da vida que “construíram” ao invés de reconhecerem seus erros e assim, mudar enquanto é tempo. Tempo, sempre temos. Todo mundo sabe que um dia vai morrer. Só não sabemos quando. Portanto, enquanto é tempo, construa sua vida. Pelos seus filhos, se os tiver ou pelos filhos que ainda pretendem ter.

Vamos mudar?



Estamos em contagem regressiva para o novo ano. Fazemos planos, olhamos para trás e vemos o que deu certo e o que não deu. Esse ano foi pesado demais, não? Não falo de uma visão individual, mas por um lado coletivo. No Brasil e no mundo coisas não tão boas aconteceram. Guerras, assassinatos, fúria da natureza, a miséria sempre aparecendo na televisão -e na minha cidade- mensalão, enchentes e crianças no meio disso tudo.

Ainda bem que o ano foi devidamente criado com 12 meses. Que bom. Acredito que não agüentaria nem mais um mês desse ano. É claro que em janeiro continuam os mesmos problemas, mas é o primeiro mês do ano que vem e essa virada do dia 31 parece que descarrega todo o peso das costas de um ano pesado demais e nos dá mais forças para continuar.

Continuar é preciso galera. Assim como viver também o é. Não adianta ficar reclamando de que tudo está uma canseira só. Precisamos encontrar ânimo e força entre todas essas loucuras da humanidade – do qual fazemos parte – e olhar para frente, traçar a meta, reta, seta e seguir. Se tiver que fazer uma curva: faça! Porém saiba para onde ir. Evite ficar divagando pela vida como um barco à deriva sem rumo e sem propósito.

Acredito que um dos maiores males da humanidade do século 21 é a indiferença. Indiferença na escola, na rua, em casa, com a própria vida. Conseguimos ser indiferentes com os nossos próprios sonhos. Com o nosso trabalho, com os filhos, família. Ninguém se choca com nada. Se fulano morreu, matou, está com fome, está desviando dinheiro, se a água é um elemento natural que não é renovável (e daí? Pensam os indiferentes, eu nem estarei mais vivo quando isso acontecer). E o aquecimento global? O lixo na rua? E a evasão escolar? E os jovens que, na sua grande maioria, não pensam que daqui, mais ou menos, uns dez anos eles precisarão de um emprego, estarão casados – ou não. Por que eles não enxergam que HOJE é o dia para mudar o futuro deles?

Esse texto começou com uma reflexão sobre fim de ano e terminou cheio de perguntas. Mas fica a dica de uma pessoa que não consegue ser indiferente a tudo que vê por aí.

Vamos mudar? Começando pela gente, depois pelos mais próximos e por aí vai. Tipo um efeito dominó. Sonhadora sim. Louca sempre. Acredito muito que um dia, quem sabe no final do ano que vem, eu esteja festejando algum avanço do homem – não somente tecnológico – por esse mundo afora.

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO MENOS INDIFERENTE

Com carinho, amor e esperança

Ju

A política da boa vizinhança



É sempre assim, fazemos a política da boa vizinhança ao longo da nossa vida e, conseqüentemente, nos escondemos atrás dos nossos "achismos" cotidianos.

A vida é mais que um sorriso diário quando, na verdade, choramos por dentro. Sempre, na grande maioria das vezes, percebo quando alguém está tentando ser o que não é ou está tentando demonstrar o que, de fato, não está sentindo. E para esses episódios eu sempre coloco o nome de “política da boa vizinhança” que claro, em alguns casos, é muito válida sim.

Exemplificando, se você está sofrendo por algo, se alguém te magoou, se está sofrendo por amor: Sorria sim. Faça sua política da boa vizinhança porque o que irá marcar nos outros que te feriram ou aos que te amam é o seu sorriso. O sorriso inesperado para alguns e muito esperado para outros.

Mas o que me incomoda de verdade são as pessoas que tentam ser o que não são. Fingir que admiram alguém, fingir que amam alguém, fingir amizade, choro, ódio, indiferença, quando na verdade o sentimento é o contrário. Quando percebemos não sabemos mais quem é quem. Quem fala a verdade, quem é seu amigo ou até, inimigo. Isso me incomoda. Muito.

Achar que alguém é aquilo que você vê é angustiante. Queremos ter certeza. Queremos transparência. Sinceridade. Chega da política da boa vizinhança em querer agradar a todos e não emitir opiniões válidas de fato. Você quer ser lembrado pela sua personalidade ou pela sua falsa bondade?

Vamos sorrir de verdade. Vamos chorar de verdade. Vamos ser amigos de verdade. Vamos ser mulheres de verdade. Homens de verdade. Filhos de verdade. Amigos de verdade. Profissionais de verdade. Gente de verdade.

E para vocês, amigos (tenho bastante) ou inimigos (se é que eu tenho) deixo meu sorriso de felicidade. E de verdade.

Viva e deixe viver...


Viva e deixe viver é uma frase que gosto muito e está incluída na música do Paul McCartney “Live and let die”(viva e deixe morrer)- Na música ele diz que quando as coisas estão difíceis a gente tem que dizer : viva e deixe morrer. Porque quando éramos jovens nós costumávamos dizer: viva e deixe viver e não adiantava muito (algo assim) - É claro que eu adaptei ao meu ponto de vista e concordo com a segunda opção: Viva e deixe viver.

Viver e deixar viver, ao meu ver, são prioridades para quem deseja viver bem. E viver bem é o que todos nós queremos. É inadmissível que alguém em sã consciência ache que viver bem signifique viver a sua vida e ainda viver a vida de terceiros. A própria frase já diz : viva a sua vida e deixe o restante viver a dela.

Deixa fulano pintar o cabelo de verde, deixa fulana trabalhar no que ela quer, casar com quem quiser, namorar quem quiser, etc. Todos nós fizemos as nossas escolhas (até as erradas) então, vamos combinar que cada um tem o direito de acertar e errar pelas suas próprias idéias. É claro que você não vai deixar fulano se matar, virar bandido e tal (se puder evitar, evite) (se é que é possível), mas as escolhas de vida quem faz é cada um. Cada um sabe onde o “calo aperta”.

Isso se chama tolerância. Tolerar o diferente, tolerar o que você ache fora do seu padrão. Já parou para pensar que o seu jeito, sua roupa, suas idéias também podem ser consideradas diferentes para outros? Ou só você é o certo e o resto é que tem que se adequar aos seus padrões?

Tolerar não é aceitar, engolir, se adequar ao que te incomoda. Tolerar é simplesmente entender(digo entender, não aceitar). Entender que ninguém tem que ser igual a você. Ninguém tem que viver de acordo com as suas regras.

Portanto Viva e deixe viver quem estiver ao seu redor. Concentre-se na sua vida. Nos seus planos. Nas suas metas. Deixe de ser a sombra de alguém. Com certeza, tirando o peso da vida dos outros das suas costas, você conseguirá não somente respirar por esse mundo afora mas, também, passar a existir de fato.

Ser professor é...



Ser Professor nesse país é receber promessas eleitorais a cada dois anos. Ser professor nesse país é ralar igual a um militante terrorista para no final levar bomba. Ser professor nesse país é vergonhoso, pois não se tem nenhum merecimento ou reconhecimento, seja pelas autoridades ou pela grande maioria dos alunos. Nós somos o começo, a ponte e a continuidade para quem começou a estudar e não sabia nem ler os quadrinhos de HQ ou as receitas da lata de "leite Moça". Somos e sempre seremos.

Mas do que adianta sermos a ponte para uma vida de qualidade (com leituras e estudos) se não podemos viver dignamente e com menos carga de trabalho?(para quem não sabe: para um professor viver razoavelmente bem, ele precisa dar aulas em vários colégios nos três horários - manhã,tarde, e noite - e acumular cansaço e estresse).

Sim, merecemos mais atenção. Mas isso não é de prioridade dos governantes, porque uma nação burra rende mais votos e reeleições absurdas a cada dois anos. O Brasil, "um país de tolos", vai se emburricando (culturalmente) e vai indo para o acaso e a sorte.

Todas as profissões merecem atenção? Sim. Todas. Mas sem a educação, não existiriam profissões como as de médico, advogado, juiz, entre outros (essa ladainha é velha, acho que nem faz mais efeito). Precisam da gente, mas zombam com esse salário vergonhoso. Com essas condições de trabalho vergonhosas, com o desvio das merendas escolares e com tantas outras situações que, se contarmos, ninguém acredita.

Acredito sim que pela educação mudaríamos radicalmente e muito nosso cotidiano. Mas quem nos escutaria?

O motivo da minha revolta e do meu mau humor? O novo concurso para o Estado. R$732,69 (sem vale transporte), e títulos como: especialização, mestrado e doutorado contam pontos e fazem a diferença para classificação.

Quem já tem o título de mestrado e doutorado, sabe o quanto é difícil passar e terminar, e pesquisar, e ler, estudar e etc. etc. Os mestres e doutores sabem o quanto é difícil e sabem o quanto é revoltante oferecerem um salário desses, sem vale transporte, para alguém que estudou tanto quanto um Juíz ou um médico.

Mas não importa ser Doutor em História, ou em Geografia ou em Educação física. Estes vão ser apenas chamados de professores e “malas sem alças” para aqueles que querem nos ver pelas costas ou para aqueles que não querem estudar e optam por dançar o “créu”. Mal sabem eles que o “créu”, de verdade, vem mais tarde ao perceberem que a única saída -para o seu sofrimento=sem emprego- é estudar e agüentar, nós professores, malas sem alças.

Não gosto da palavra NUNCA.





Em certos casos, não gosto da palavra Nunca.

Nunca mais amar, nunca mais festejar, nunca mais ir naquele lugar, nunca mais estudar, nunca mais trabalhar, nunca mais olhar para tua cara. Nunca mais comer, nunca mais sofrer, nunca mais ter filhos, nunca mais escrever, nunca mais comprar supérfluos. Nunca mais me entregar, nunca mais fazer amigos e se decepcionar, nunca mais comer frituras, nunca mais fazer dieta. Nunca mais pintar o cabelo, nunca mais gastar demais, nunca mais brigar, nunca mais pegar chuva, nunca mais ser trouxa, nunca mais ser boba. Nunca mais ser criança, nunca mais ser responsável, nunca mais ser direita, nunca mais ser imperfeita, nunca mais dormir tarde, nunca mais acordar tarde, nunca mais ouvir aquela música, nunca mais torcer para aquele time. Nunca mais tentar ser feliz, nunca mais acreditar em você. Nunca mais tentar dirigir, nunca mais ficar horas ao telefone. Nunca mais dar créditos,nunca mais comer doces, nunca mais acreditar nas pessoas, nunca mais voltar atrás. Nunca mais acreditar em Deus. Nunca mais viver.

Nunca, nunca, nunca...

Se cumpríssemos todas estas “promessas”: Como estaria nossa vida hoje? Teríamos histórias para contar?

Pense nisso.

A realidade dói



Se tem algo que me incomoda, e muito, é ver criança chorando. Ainda mais por motivos que, sinceramente, não sei como ainda acontecem nos dias de hoje. Os jornais, inevitavelmente, mostram-me todos os dias que, além do sofrimento de algumas, agora é moda criança morrer. Seja em acidente, briga em trânsito, tiroteio, doença, fome (esse item é velho de guerra), etc. Coisa que em “um Brasil de todos” não era para acontecer, jamais.

O Brasil não é de todos, é sim, de uma pequena minoria, privilegiada pelas suas próprias leis, fazem desse país a “casa da mãe Joana” (na verdade acho que a casa da mãe Joana está mais arrumadinha).

Como de costume, acordo e ligo, quase que como um ritual, a televisão e assisto ao jornal. E hoje,uma imagem me entristeceu: a de um menino chorando por ter perdido seus pais em um deslizamento de terra devido a chuva de ontem em São Paulo. É claro, que já deveria estar acostumada, anestesiada, mas, como já disse no início desse texto: Não agüento ver criança chorando. Me incomoda, ainda mais, por um motivo tão doloroso desses. E isso acontece sempre. Infelizmente.

Além de me incomodar e entristecer, as minhas primeiras reações, a revolta vem em seguida. Lembro que há um lugar bem “paradisíaco”, idealizado pelo nosso tão festejado presidente Juscelino Kubitschek, chamado Brasília. Onde a imunidade parlamentar ainda existe, o mensalão está de vento em pompa (não somente ali, claro), onde os próprios votam no seu salário e regalias. Juscelino deve ter previsto no que se tornaria esse tal lugar, tanto que fez bem longe e lá no meio do cerrado. Lá é quase um mundo a parte. Mundo da sacanagem e da “formalidade”: “Vossa Excelência cale sua boca”, “Vossa Excelência pode ir para aquele lugar”, “Vossa Excelência é corrupta”. É assim que as “Vossas Excelências” discutem, tudo bem formalmente.

Enquanto isso, o pobre coitado do povo, vai sobrevivendo e ainda festejando a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Eventos estes, que eles não vão passar nem da porta. Quem não tem dinheiro para comprar um barraco melhor, jamais terá dinheiro para comprar um ingresso que deve custar o “olho da cara”. E o “olho da cara” do brasileiro já foi vendido, faz tempo...


São Judas Tadeu a missão é impossível mesmo!

Algo entre ser santa e pilantra



Outro dia li uma reportagem de uma moça muito famosa há alguns anos atrás que andou chorando por aí por causa de um motivo, digamos, curioso. Ela chorou pelo fato das pessoas que a cerca só lembrarem-se do “trabalho” dela na época em que ela era “do mundo”. A expressão “do mundo” cai como uma luva em quem se intitula como “sou uma pessoa de Jesus”. Quem é de Jesus não é do mundo. É de que planeta então? Marte? Crypton?

Continuando o assunto para não perder o fio da meada, quero expressar minha humilde e inútil opinião sobre essas moças que hoje são "frutas" e amanhã resolvem ser de Jesus. Se hoje são "frutas", são sexys (o que não é pecado nenhum ser), são gostosas (o que não é pecado nenhum ser também) por que diabos elas em um momento “santa” resolvem renegar seu passado e se dizem envergonhadas com isso? “Não! agora sou de Jesus, sou mãe de família, meu filho não pode saber que já mostrei meu “útero” por aí para ganhar a vida”. Elas renegam seu passado, mas não renegam o dinheiro que resultou dele. Têm vergonha de terem rebolado até o chão e na "boquinha da garrafa", mas não se privam de gastar nos shoppings da vida o dinheirinho “do mundo”.

Isso me irrita. Mas afinal quem sou eu para me dar ao luxo de irritar-me com esse tipo de coisa? Eu que procurei estudar, me matar nas filas esperando ônibus, trabalhar o dia todo para ganhar um salário mínimo, agüentar crises de mau humor do chefe, acordar sábado às 05h30min da manhã para fazer uma pós e ficar lá o dia todo sem ter a certeza de que isto me dará uma oportunidade boa na vida. Eu que procurei ler poesias e crônicas. Que procurei ter a minha religião desde quando nasci e não quando me convém... Enfim, quem sou eu para expressar minha desconhecida irritação?

Sou apenas mais uma mulher do mundo indignada com essas moças que ao invés de procurarem usar o dinheiro ganho para se reciclar, preferem fazer notícias de “sou Maria Madalena arrependida”.

Semana passada num sol de meio dia andando pelo Alcântara passei pela banca de jornal e li uma manchete que me fez rir muito: “Mulher maçã tem calcinha e sutiã roubados por um assaltante”. Claro que não precisa dizer que a foto da tal “mulher maçã” era como veio ao mundo (agora não sei em qual mundo ela está: se é o “mundo de Jesus” ou o “mundo do mundo”).

Aí eu pensei cá com meus botões: “Nossa... já estamos nessa fruta... Como será que o povo brasileiro se sente quando resolvem comer uma saladinha de fruta hoje em dia?”

Fico imaginando o que as mulheres de décadas atrás que queimaram sutiãs pensariam das nossas mulheres de hoje.

GENTE


Desde quando me entendi por gente. Fui perceber o quanto é difícil ser alguém. Ser gente de verdade. Sem máscaras, sem rótulos. Sem roupa de super herói... Gente de verdade não tem super poderes. Gente de verdade tem sentimentos: Seja pobre ou rico.

Gente verdadeira independe de classe social, raça, religião...

Outro dia ouvi uma frase que merece um destaque: “Nós é que levamos este país nas costas”

Toda essa gente. Gente que não apenas respira. Gente que não tem vergonha de ser GENTE, por mais que ser gente seja algo, muita das vezes, impossível.

Gente:

Que sofre

Que ri

Que chora

Que implora por uma “mão na roda” para fazer esse mundo girar...

Dentro de mim



Aqui dentro tem de tudo. Se eu fosse montar um “brechó” de sentimentos muitos destes sairiam velhos e cansados. Quem se habilita a comprá-los? Aceito ofertas, aceito negociações, aceito leilão. Quem comprar terá que ser uma pessoa de boa vontade que cuidará dos sentimentos cansados a mantê-los vivos.

O sentimento mais cansado que eu tenho é a paciência. Velha de guerra. Minha companheira de anos. Muitos anos. Esta precisa de uma reciclagem boa. Não agüenta mais ver as loucuras da vida e contar até 10. Até 100 talvez.

Outro sentimento que merece atenção é a insegurança. Essa me acompanha desde a infância. Acho que já vem quando nós mulheres nascemos. Já sabem que é mulher então vai lá: “-Leva a insegurança de brinde”. Acredito que a cada 100 mulheres no mundo, 99 são inseguras. Preciso de segurança e seguir em frente.

O sentimento que mais me incomoda é a crença. Creio em tudo. Tudo que me dizem, tudo que vejo ou em tudo que me fazem sentir. E já me ferrei muito por causa desse sentimento traiçoeiro. Acreditar em tudo que se vê ou te falam te dá muita dor de cabeça e decepção. Seja na amizade ou no amor.

Agora tem um sentimento que me acompanha desde sempre (este não vendo e nem troco). Desde sempre me surpreendo com o que ele pode me oferecer. O AMOR. Velhinho, velhinho de guerra, o amor está em mim desde quando me entendo por gente. O amor que existe em mim tem 32 anos de idade. O amor que existe em mim só aumenta quando o transmito de verdade. O amor que há em mim deu-me uma filha. Deu-me amigos. Deu-me uma família. Deu-me a vontade de viver quando, às vezes, tudo parece estar perdido.

É preciso Viver


Preciso viver muito ainda para entender que o significado da vida é simplesmente viver. Viver mesmo quando tudo estiver uma merda. Você está sem dinheiro. Sem emprego. Sem opções.

Preciso viver muito ainda para perceber que além de estar tudo assim meio virado do avesso eu sou alguém que só quer viver bem consigo e com o mundo. Viver mesmo, para olhar nos olhos e dizer que estou feliz, apesar de... Apesar das dificuldades.

Preciso viver muito ainda para almejar desvirar do avesso enquanto é tempo, enquanto é vento e vento bom. Olhar além, olhar aquém, olhar lá... Lá onde meus sonhos estão.

Preciso viver muito ainda para sentir. Sentir o que ainda não senti. Sentir o que já senti, pelo avesso, virado, desvirado, rodado, imaginado.

Viver é uma arte.

A vida desvirada, amarrada, complicada, desvalorizada, amada, suada, inventada, realizada, escrita.

A vida.

É

ISSO!


"Bora” viver?

O tempo ensina. Não cura.



Têm muitas coisas na nossa vida, muitas experiências que temos que aprender na pancada, na marra, porque geralmente não ouvimos a nossa consciência, conselhos de pessoas queridas e insistimos em coisas que realmente não eram para ter tanta prioridade na nossa vida. É uma decepção quando percebemos que erramos, que fomos trouxas, que fomos marionetes pelo egoísmo alheio. Mas é isso, a vida é assim. Perdemos ali, ganhamos aqui e quando menos percebemos a vida se recicla.O tempo não pára (já dizia o poeta).

Andei pensando em muitas coisas antigas e recentes que me fizeram perceber o quanto a vida é irônica e nos faz entender o que já deveríamos aprender faz tempo: Ninguém vai querer o melhor para você a não ser você mesmo (salvo seus pais, alguns, porque tem pais por aí que vamos combinar).

Pois é, quando fazemos um balanço das nossas vidas – isso geralmente acontece no final do ano – sempre pensamos muito no que deu errado, talvez seja para nunca mais cometermos os mesmos erros e é desta reflexão que eu cheguei à seguinte conclusão: O tempo ensina, mas não cura.

Já estamos calejados em certas situações, já aprendemos tudo o que não podemos, não devemos ou não merecemos fazer. Mas as feridas estão lá, cada uma em cada lugarzinho dentro da gente. O tempo ensinou, mas não curou. Talvez seja para nunca esquecermos onde dói e não arrumarmos outra ferida para a alma.

Já sabemos onde dói, como dói e que certas feridas da alma não curam. Então por que ainda insistimos em transferir as nossas feridas para a alma do outro?


IRA


A ira de segundos parece interminável... Experimente contar até dez quando estiver IRADO! Depois experimente contar até dez quando estiver em alguma situação agradável...

Rápido e rasteiro.

Um flash!

O que podemos tirar desta conclusão é: Conte até dez mesmo, quando estiver com a ira dentro de você, mesmo que pareça interminável. Deixe-a passar, dez segundos de ira esbravejada equivalem a muito tempo de mágoa e dependendo da ira, muito tempo sem alguém quem poderia ser realmente importante para você. Pense nisso!

Contar até dez quando algo estiver agradável, tiramos a seguinte conclusão: o que é bom dura pouco, pouquíssimo até. Logo, aproveite ao máximo as maravilhas que a sua vida pode oferecer. Aproveite!

Os arrogantes




Arrogante é tudo que eu não sou e tão pouco quero ser. Tem gente que tem orgulho de ser arrogante, soberbo, nariz em pé. Tem aqueles que se acham a última bolacha do pacote, criticam tudo e todos e só enxergam o erro dos outros (erro não sei, esse tipo de gente acha que sabe o que é certo e o que é errado), se sentem absolutamente capazes de julgar quem quer que seja apontando o dedo na cara da vítima sem dor nem piedade. E para piorar todo o diagnóstico dado, repetem diversas vezes, como um lema, a seguinte frase: “todos tem que me aceitar como sou, sou assim e pronto”.

Como que alguém em sã consciência quer ser aceito pelos outros se nem ao menos aceita as adversidades que o cerca? A arrogância está tão entranhada dentro de si que não enxerga mais nada além do seu próprio umbigo. Pessoas desse tipo acham que nunca erram, nunca são feias, nunca estão fora dos padrões estéticos, nunca são ignoradas, que são inteligentes e "são as mais mais do top 10".

Sustentam-se na ilusão de serem perfeitos. Mas... quando descobrem que não são, que erraram, que “pisaram fora da faixa” e que não possuem a vida perfeita que imaginavam: DESMORONAM. E vocês acham que eles aprendem com isso? Não! Eles pegam o primeiro idiota que estava ao seu lado, que dizia ser seu amigo e colocam toda a culpa na pobre criatura. "A culpa foi do outro, que me influenciou, que me fez errar, quem me fez não ser perfeito!" E sendo assim, após a sessão descarrego de culpas em outrem, seguem felizes com as suas vidinhas medíocres, “perfeitas” e cor de rosa.

Até claro, errarem de novo e encontrarem outro otário pela frente.

Esconderijo


Há dias que você deseja somente o seu esconderijo. Passar-se despercebida, olhos baixos, sem encarar ou ser encarada. Se esconder não é fugir. Esconder-se é guardar-se dos males que nos rodeiam. Até os ursos hibernam, voltam fortes e descansados. Então vou me esconder, vou me guardar. Atrás do meu MP4, do silêncio do meu quarto, dentro de um livro, na imensidão de um filme romântico. Vou me esconder nas minhas leituras, nos meus afazeres pessoais, na minha rotina diária. Vou viajar nos meus pensamentos, nas minhas teorias de vida, decidir para onde vou. Vou me mostrar, vou levantar os olhos, vou encarar: a vida, o amor, a decepção. Vou atrás do que ainda não tenho, do que ainda não conquistei. Quando sentir vazio de novo, vou me esconder, vou hibernar. Vou me curar, vou me cuidar.



Tem muitas coisas que gostaria de dizer. Porém, tenho muito medo de ser mal interpretada. Cada um é cada um. A opinião, assim como o gosto, é própria, única, exclusiva. Às vezes é necessário calar-se. É melhor o silêncio voluntário do que o silêncio forçado (deste quero distância). Então, espero a hora certa de falar, contestar, desabrochar... Às vezes o barulho ensurdecedor da ira e de palavras severas recheadas de ressentimentos nos levam para o lugar obscuro da mágoa. A mágoa é onde o coração não quer estar. O coração deseja apenas bater acelerado. Assim, acelerando a vida, acelerando os sonhos, podemos nos sentir vivos de verdade. E estar vivo de verdade não é tão simples como se diz por aí.



Sou movida a tudo que me toca. Sou movida a tudo que sonho, a tudo que amo. Sou movida pela esperança de um dia me dar por satisfeita. Sei que esse dia não chegará, sou uma desassossegada! Enquanto estiver aqui, neste mundo, nesta vida, vou amar até o fim, viver até o meu limite, chorar de amor, de dor, de alívio e de felicidade. O que ainda vou conquistar só depende de mim e da minha fé. Sigo em frente, olho para trás, apenas para refrescar a memória de tudo que me machucou, de tudo que não deu certo, de tudo que bateu e voltou. Vou dizer o que preciso, nada guardarei, vou desabafar, vou me aliviar, esvaziar o coração para enchê-lo de novo (somente do que for bom). Sendo assim, tento chegar perto da compreensão e da tolerância de que tanto necessito.

Falta de tempo!!!!


Gente é tanta coisa no dia a dia que não sobra mais tempo nem para escrever (um dos meus passatempos favoritos). Escrever é um desabafo, uma terapia. Escrever sobre algo, sobre mim, sobre o que penso ou deixo de pensar. Nessa correria desses dias, pensei muito nessa nova era em que passamos. Tudo correndo, tudo com pressa, tudo, tudo e tudo. Não sobra mais tempo para ligar para os amigos e tão pouco para receber chamadas.

Sempre dizemos que vamos marcar algo, vamos almoçar, pegar um cineminha, ouvir uma música e tal. Cadê meu tempo de sobra? Não tem mais? Preciso de tempo para fazer nada. Preciso de tempo para fazer tudo. Chega a ser engraçado... Falo ao celular almoçando em frente ao lep top. Dou “tchauzinho” para minha mãe na janela devido à falta de tempo para ir a casa dela. Meu irmão mora a dois andares acima do meu, nos falamos pelo telefone (cadê o tempo de ir lá).

Hoje na rua passei por uma amiga: - Me liga, estou com pressa! Pois bem, vim aqui desabafar minha falta de tempo. Tempo para pensar, repensar, agir, fazer tudo com calma (porque na falta de tempo decidir bem é uma perda de tempo!).

Ser mulher nessa nova era então! Meu Deus! Temos que arrumar tempo para ficarmos lindas e fazer todas as nossas responsabilidades. Temos que arrumar tempo para ler, para fazer dieta, ir à academia, cuidar dos filhos, pagar o condomínio, pagar o colégio, ir ao banco, sacar dinheiro, fazer almoço, lanche da filha, falar com a professora, o dever de casa, checar emails, ir ao salão, cabeleireiro, trabalhar, estudar, ir ao mercado, ler historinhas, arrumar a casa, fazer a faxina, padaria, ter paciência, ter tolerância, ser mulher feminina, educada, agüentar as cantadas de pedreiro na rua, comprar os cremes do cabelo, do rosto, do corpo, ler o livro a dois meses na cabeceira da cama, lavar a roupa, lavar a louça, aprender com tudo e perceber que também precisamos de tempo para ficarmos cansadas.

Ufa! Cansei!

Tem algumas coisas na nossa vida que teimam em voltar, insistir, perturbar e sei lá mais o que... Parece que fizeram contrato assim que nascemos: “Favor ‘encher o saco’ dessa pessoa até ela desistir ou explodir de raiva”. Ainda não explodi e tão pouco desisti. Mas confesso que tem horas que quanto mais você nada a correnteza vem mais forte e mais forte. E agora? O que fazer? Lamentavelmente não há muita coisa a fazer. Esperar a poeira baixar, aguardar o melhor momento para agir ou simplesmente EXPLODIR DE VEZ!!! Se você optar por explodir: Cuidado! Seus “caquinhos” podem atingir quem não tem nada a ver com a situação. Se optar por desistir: Cuidado de novo! Sua desistência só prejudicará a você mesmo. No entanto, ainda há uma esperança: Seja honesto com você mesmo. Seja claro e objetivo: Identifique onde o teu “calo” aperta e cuide dele até ele desaparecer de vez! É como aquela velha frase – e sábia: “Se não puder com ele, junte-se a ele” (mais ou menos assim). Então seja o que for que veio para te encher e tornar a correnteza cada vez mais forte: tenha calma. Não adianta lutar com quem não se pode. Apenas tenha paciência. Os dias de calmaria podem tardar. Mas chegam para todos.

30 e alguns...



Sou mulher de 30 e alguns. Apesar da insegurança em revelar os “alguns” quero dizer, sinceramente, que estou muito feliz com os meus “30 e alguns anos”. Aprendi a gostar de mim e, sobretudo entender que envelhecer é aprender.

Quero sim, ficar muito velha, pois somente assim vou ver muitos fatos acontecerem na minha vida e no mundo! Que tristeza morrer jovem! Quero morrer velha! Mas deixemos essa idéia de morte de lado. Quero falar de vida. Gosto da minha maturidade, da minha experiência, do que construí até aqui. É muito bom sentir essa maturidade, saber a hora certa de falar, escolher, decidir. Anos atrás sofria mais de ansiedade do que hoje, queria fazer tudo ao mesmo tempo, não tinha paciência para conversas demoradas. Me magoava facilmente e ligava muito para o lado estético. Me matava horas na academia. Corria, fazia aulas e mais aulas para definir o corpo. Não que hoje isso não preencha mais minhas horas, mas malhar para mim hoje é uma questão de saúde, não de esculpir o corpo para os outros olharem, como se fosse um prêmio você ir à praia aos domingos e exibir tudo o que você “construiu” na malhação.

É claro que nós mulheres de 30, somos mais maliciosas, não acreditamos em qualquer historinha que nos contem. Que bom! Já posso dizer que estou livre de certas lorotas cotidianas.

Hoje eu sei que a melhor saída para um envelhecer de bem com a vida é fazer o bem, é ter amigos verdadeiros, é se livrar da praga dos rótulos: linda, sarada e magra! Não vou ser hipócrita em dizer que não gosto de ser magra, que nunca fiz dieta (e quem não fez?). Mas faço por mim, pelo meu bem estar, não porque a sociedade exige a “mulher perfeita” que, cá pra nós, eu nem sei se existe.

Acredito que envelhecer bem mesmo, é aceitar que a lei da gravidade existe, que as rugas aparecem e o que ao invés de lamentar-se por isso é agradecer por cada experiência, por cada tropeço, cada choro, cada alegria e cada loucura vivida, sentir-se linda e acima de tudo cultivar coisas que realmente nos deixarão com a cabeça boa, lúcida e sempre jovem.

Então tá, não é nem um terço do que pretendia dizer, mas não voltaria aos meus 20 anos, salvo claro, se estivesse com a cabeça que eu tenho hoje em um corpinho de vinte!! Mas como isso é impossível - e que bom porque se não o que iria ter de velhinhas por aí na fila querendo voltar no tempo...

Outro dia li um texto de Arnaldo Jabor (que de vez em quando acerta) que dizia assim: “Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 por um “sem” número de razões. Infelizmente, isso não é recíproco. Para cada mulher de mais de 30, estonteante, inteligente, bem apanhada e sexy, existe um careca, velho, pançudo em calças amarelas bancando o bobo para uma garçonete de 22 anos.”

E não é que ele tem razão! Concordo plenamente! Então sou mulher de mais de 30 e feliz!